(Foto: Divulgação/Asscom/PT-AM e Divulgação/Assessoria/Sassá)
Manaus (AM) – A saída de Sassá da Construção Civil da disputa eleitoral de 2026 já provoca efeitos internos no Partido dos Trabalhadores no Amazonas. Nos bastidores, a avaliação de fontes da sigla é de que o episódio vai além da perda de um nome tradicional e expõe falhas na articulação política para a formação da chapa. Está será a segunda eleição seguida para a Aleam que Sassá perde a oportunidade de disputar vaga de deputado estadual.
Até o momento, Sassá ficou impedido de disputar a eleição após não deixar o cargo de secretário extraordinário da Prefeitura de Manaus dentro do prazo de desincompatibilização. A situação inviabiliza sua candidatura, mesmo com seu nome sendo tratado anteriormente como opção para o pleito.
No entanto, ainda há uma saída, caso a exoneração seja publicada em uma nova edição do Diário Oficial do Município com data retroativa ao período de desincompatibilização, mas, por enquanto, ninguém no PT e nem o próprio Sassá sinaliza que isso deverá ocorrer.
A Prefeitura, inclusive, já publicou duas edições do DOM após o período de desincompatibilização. As edições dos dias 6 e 7 confirmam a permanência de Sassá no cargo de secretário extraordinário.
O caso ganhou ainda mais repercussão dentro do partido porque, segundo interlocutores, havia um acordo político nas bases do PT para que Sassá fosse candidato em 2026. No entanto, não havia definição clara sobre qual cargo ele disputaria — se deputado estadual ou federal.
Sem o ex-vereador, o partido agora precisa reorganizar sua estratégia e buscar um novo nome para ocupar o espaço na chapa proporcional.
Vácuo político e impacto na nominata
Internamente, Sassá era visto como um nome com forte ligação com as bases populares e com capacidade de diálogo com setores sindicalizados, o que o colocava como peça importante na composição eleitoral.
Sua ausência, portanto, não representa apenas uma baixa numérica, mas também uma perda de densidade política em segmentos específicos do eleitorado.
A saída também deve provocar discussão interna na legenda. Fontes afirmam que o caso pode ser levado à direção do partido, principalmente pela existência de um entendimento prévio que indicava sua participação no processo eleitoral.
Falha de articulação exposta
Nos bastidores, a leitura predominante é que houve falha na articulação entre planejamento político e cumprimento das exigências legais.
Se por um lado o nome de Sassá era tratado como pré-candidato, por outro, não houve — na prática — uma garantia de que sua situação estivesse regular para disputar o pleito.
O episódio ocorre em um momento em que o PT tenta ampliar sua presença política no Amazonas, o que aumenta o peso da perda de um nome considerado competitivo dentro da legenda.
Tentativa de contato
Procurado pela reportagem, Sassá atendeu inicialmente às ligações e pediu para falar em outro momento. No entanto, após nova tentativa de contato, o ex-vereador deixou de atender às chamadas e não respondeu aos questionamentos enviados pela equipe.
O silêncio ocorre justamente em meio às dúvidas que hoje circulam dentro do próprio PT: se havia, de fato, um acordo para que seu nome estivesse na disputa de 2026; se sua saída do processo eleitoral foi resultado de erro pessoal ou de falha na condução política do grupo; e se, mesmo fora da corrida, ele ainda permanece inserido no projeto do partido para o próximo pleito.
Até a publicação desta reportagem, Sassá não havia se manifestado.
PT entra em fase de redefinição
Diante do cenário, o PT do Amazonas deve iniciar um processo de reorganização interna para recompor sua chapa e definir novos nomes com potencial eleitoral.
A saída de Sassá antecipa uma disputa interna por espaço e reforça a necessidade de maior alinhamento entre estratégia política e execução, especialmente em um período pré-eleitoral onde erros administrativos podem se transformar em desgaste político.
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