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1 de dezembro de 2020
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Armas roubadas de ex-coronel falecido são recuperadas pela polícia

Com avanços das investigações, a Derfv constatou nas escutas telefônicas que a viúva, a filha e a companheira dela, forjaram o roubo

Armas roubadas de ex-coronel falecido são recuperadas pela polícia
Armamento apreendido pela Derfv (Foto: Divulgação)

Das 108 armas de fogo roubadas do acervo de coleção do ex-coronel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Fernando Valente, falecido em 2018, 37 foram recuperadas na operação “Néphila”, deflagrada nesta quarta-feira (28) pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv), que cumpriu mandados de busca e apreensão.

Após o suposto roubo na noite de 3 de outubro deste ano, na rua 3, no bairro Parque Dez de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus, a viúva do falecido, 42, juntamente com a filha e a companheira dela, respectivamente, de 24 e 25 anos, comunicaram que as arma de diversos calibres haviam sido roubadas por criminosos.

De acordo com o delegado Cícero Túlio, titular da Derfv, a especializada trabalhava com a hipótese que os armamentos haviam sido roubados por assaltantes, mas durante os 25 dias de investigação, a polícia descobriu que o arsenal tinha sido vendido sem autorização judicial e aprovação dos demais herdeiros.

“Algumas dessas armas foram vendidas para várias pessoas. As mulheres alegavam que entregaria o armamento após autorização da Justiça, porém, elas revendiam a terceiros que adquiriram de boa fé”, disse o delegado Cícero Túlio.

Falsa comunicação de roubo

As três mulheres comunicaram à polícia que elas foram rendidas por falsos policiais, aproximadamente cinco homens, quando chegavam ao imóvel. Elas afirmaram, ainda, que o carro da família também foi roubado pelos criminosos.

Na tarde do dia 5, os policiais da Derfv localizaram o carro Tucson prata, usado pelos criminosos. O veículo foi incinerado em um ramal no bairro Tarumã, na zona Oeste, com objetivo de dificultar o trabalho da polícia.

No mesmo dia, o carro das vítimas foi encontrado na rua da Glória, no bairro do mesmo nome, também na zona Oeste. Os dois veículos passaram por perícia.

Investigações

Com avanços das investigações, a Derfv constatou nas escutas telefônicas que as três mulheres forjaram o roubo e combinaram apagar mensagens ou documentos dos atos comprometedores contidos nos seus celulares. Elas ainda combinaram tratar sobre o assunto com discrição, tudo isso para não levantar suspeitas da polícia.

Durante o inquérito policial, as mulheres se esforçaram para dificultar as investigações. Um fato que chamou atenção foi que o veículo das vítimas não foi incinerado, assim como a recuperação rápida dos celulares que haviam sido roubados.

Leia mais: DRCO deflagra segunda fase da operação ‘Mamon’ e apreende armas de facção

Outro fator para suspeitas foi à ausência do serviço de segurança da casa que teve o alarme do imóvel acionado. Por último, foi à estranheza em só comunicar o roubo na delegacia após 12 horas, tempo suficiente para que as pessoas envolvidas no falso roubo pudessem se desfazer dos veículos.

A Derfv ressalta que as pessoas que adquiriram as armas de fogo compareceram na especializada para devolver os armamentos. Caso contrário, irão responder pelo crime de receptação.

As três mulheres irão responder criminalmente o processo por falsa comunicação de crime, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica e estelionato. A Polícia Civil segue investigado outros envolvidos no crime.

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