‘Genico’ é preso por envolvimento no assassinato de indígena
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25 de maio de 2020
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‘Genico’ é preso por envolvimento no assassinato de indígena

Humberto Peixoto Lemos, 40, da etnia Tuyuca, foi levado em estado grave ao Pronto-Socorro (PS) Dr. João Lúcio, onde morreu cinco dias depois das agressões

‘Genico’ é preso por envolvimento no assassinato de indígena
Richarlison Vilhena de Carvalho, 25, é um dos autores da morte do indígena (Foto: Divulgação)

Richarlison Vilhena de Carvalho, 25, conhecido como “Genico”, foi preso na manhã desta sexta-feira, 27, por policiais civis do 11º Distrito Integrado de Polícia (11º DIP), no bairro Coroado, na zona Leste de Manaus. Ele é um dos envolvidos na morte do Humberto Peixoto Lemos, 40, da etnia Tuyuca.

Delegado Antônio Rondon, titular do 11º DIP (Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM)

De acordo com o delegado Antônio Rondon, titular do 11º DIP, o crime ocorreu no dia 2 dezembro de 2019, nas proximidades da feira municipal do mesmo bairro. Richarlison juntamente com Alex Júnio Melo Pereira, 27, o “Gago”, e um menor de idade, que já foram detidos pela polícia, foram até a vítima para tirar satisfações sobre uma festa que o indígena estava realizando em sua casa, situada também no Coroado. O volume alto do som teria incomodado os moradores da região, incluindo pessoas ligadas ao tráfico.

“Naquele momento, Humberto não aceitou as regras impostas pelos criminosos, sendo agredido pelo trio com pauladas na cabeça. A vítima sofreu afundamento no crânio. Depois das agressões, a vítima foi jogada em um igarapé”, disse o delegado Antônio Rondon.

Após as agressões físicas, o defensor das causas indígenas foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Pronto-Socorro (HPS) Doutor João Lúcio Pereira Machado, no mesmo bairro, mas não resistiu aos ferimentos cinco dias após o crime.

Humberto Peixoto Lemos, 40, da etnia Tuyuca, deixou esposa e uma filha de 5 anos (Foto: Divulgação)

Humberto trabalhava como assessor das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN) na Cáritas Arquidiocesana. Ele integrava a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME) como conselheiro suplente no Conselho Municipal de Manaus – CMS/MAO, pela Copime. A vítima deixou esposa e uma filha de 5 anos.

O delegado informou ainda que, durante a ação criminosa, os autores roubaram um celular e a quantia de R$ 589 que pertencia ao indígena. O titular do 11º DIP disse, também, que Alex já possui passagem pela polícia pelo crime de tráfico de drogas.

Prisão

“Genico” foi preso na casa da mãe dele, também no bairro Coroado. A ordem judicial em nome do criminoso foi expedida no dia 11 de março deste ano, pelo juiz James Oliveira dos Santos, da Central de Inquéritos de Manaus.

Procedimentos

O homem, que não tinha passagem pela polícia, mas é investigado por outros crimes, responderá por homicídio. Ao término dos procedimentos cabíveis, ele será encaminhado para a Central de Recebimento e Triagem (CRT), situada no quilômetro oito da rodovia federal BR-174, onde será feita a audiência de custódia por videoconferência.

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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