Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

IML começa a liberar corpos de detentos mortos em massacre no Compaj

O conflito que aconteceu no domingo, 26, vitimou 15 detentos, no pavilhões 3 e 5 do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)

O primeiro corpo de um dos detentos mortos, durante a ‘briga interna’ no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), foi liberado no início da manhã desta segunda-feira, 27. Todos os corpos já passaram por exames de necropsia, mas as famílias dos outros presos ainda não entregaram a documentação necessária para liberação.

O primeiro corpo liberado foi identificado como Pedro Paulo Melo Xavier, de 25 anos. Segundo a necropsia, ele foi morto por estrangulamento. A mãe da vítima, Elcina Lima Melo, 49, informou que o filho estava preso há mais de sete anos por tráfico de drogas.

Instituto Médico Legal (Josemar Antunes/Amazonas1)

Mãe relata que filho já era para ter sido liberado

Elcina Melo relatou às equipes de imprensa que o filho já devia ter sido liberado, mas que devido a demora no Tribunal de Justiça, Pedro Paulo ainda estava preso. “Tudo é uma enrolação naquele Tribunal de Justiça, pobre não tem direito. O que mais choca em uma mãe é ter que ouvir calúnia, porque a sociedade condena”, desabafou Elcina.

Soluçando e aos prantos, a mãe de Pedro informou que o rapaz foi preso por tráfico de drogas e que estava em casa no momento do ocorrido. “Eles estavam lá dentro pagando pelo erro deles. Eu passei quase quatro anos da minha vida arrastando bolsa, sacola, para levar alimento ao meu filho. Eu estava em casa no momento do acontecido”, relatou a mãe.

Código do crime violado

A briga que aconteceu na tarde de domingo, 26, nos pavilhões 3 e 4 do Compaj, no quilômetro 8 da BR-174, violou um “código do crime” entre membros de facções: o de não matar em horários de visitas de parentes e amigos, segundo informou o secretário de Administração Penitenciária (Seap), coronel Marcos Vinícius Almeida.

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O atrito entre os presos, segundo a Seap, iniciou às 11h, mesmo com visitas de parentes. Os detentos foram mortos por asfixia (enforcamento) e golpes com estoques feitos por escovas de dente. O diretor da unidade acionou o grupo de intervenção penitenciária que contornou a situação em 40 minutos. 

No pavilhão 5, foram contabilizados 10 mortos, já no pavilhão 3, cinco mortos. A Seap informou que todas as vítimas cumpriam regime fechado no Compaj.

Abaixo, a relação da Seap com os nomes dos presos mortos:

1 – Ancelmo Pereira dos Santos

2 – Antônio Xavier da Silva Camargo Filho

3 – Cleison Silva do Nascimento

4 – Edney Sandro Sabóia de Vasconcelos

5 – Elison de Oliveira Pena

6 – Erick Wesley Martins Mendes

7 – Fernando dos Santos Ferreira

8 – Francisco de Assis Marcelo da Silva

9 – Hiel Lucas Miranda Silva

10 – Igor Peres de Oliveira

11 – Leonardo Queiroz Campelo

12 – Naelson Picanço de Oliveira

13 – Natan Serrão Pereira

14 – Pedro Paulo Xavier

15 – Rodrigo Oliveira Pimentel