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Travestis quebram carro e batem em homem que estava espancando namorada; veja vídeo

Revoltadas com a situação, as travestis destruíram o carro do agressor, que acabou fugindo após apanhar da dupla. Assista:


Carioca de 21 anos, Thaylla Barcellos protagoniza um vídeo que está prestes a atingir 1 milhão de visualizações no Twitter. O motivo? Ela e uma amiga salvaram uma mulher que era agredida pelo namorado, um rapaz belo-horizontino, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, no penúltimo dia de 2018. A gravação em que ela aparece contando ter destruído o carro do agressor foi parar nas redes sociais quase três semanas após o ocorrido. E tem dado o que falar desde então. A jovem contou não estar arrependida; e que faria de novo.

Nas imagens da gravação que viralizou, Thaylla pode ser vista ainda revoltada com a situação. “Acho que não é bom dia ainda porque não dormi”, diz antes de mostrar os estragos que provocou no carro do jovem, de 19 anos, que agredia a namorada. “Um estrago das travestis pra homem que quer bater em mulher”, diz. “A garota sendo espancada, eu barbarizei com o carro do bofe. Tudo quebrado, eu e a Tifanny. Isso para os homens que querem bater em mulher”, finaliza. A filmagem já foi vista mais de 800 mil vezes e tem centenas de comentários.

https://twitter.com/Farucke/status/1083160550295638017

Internautas de todo o Brasil repercutem a atitude de Thaylla e da amiga Tifanny. A maioria deles elogia a postura da dupla: um dos argumentos é de que ninguém deveria ver uma mulher ser agredida e se calar, ou não agir, embora haja riscos. Foi justamente sem pensar nos riscos que Thaylla e a fiel escudeira Tifanny agiram, como contou a primeira em entrevista.

“Foi tudo muito rápido. Estávamos passando perto da rodoviária em Cabo Frio quando o carro apareceu em alta velocidade. Tinha uma mulher com parte do corpo para fora pedindo ajuda. Depois de passar por nós, o carro engasgou e não andava mais. A gente correu até lá e tirou a mulher de dentro. Antes, deu pra ver que o motorista dava várias porradas nela”, explicou.

A carioca acredita que “foi coisa de Deus” o carro ter parado para que pudessem agir. “Se ele não parasse naquele momento, poderia espancar ou até matar aquela mulher. Fomos para o carro [ela e Tifanny] e tiramos a mulher primeiro. Batemos no motorista, uma de um lado e outra do outro. Ele saiu cambaleando de tanto que apanhou e fugiu”, relata. “Eu não estava satisfeita, fiquei revoltada e quebrei o carro todo. Deixei um prejuízo para ele começar 2019 ‘penando’ para não bater mais em mulher”, justificou. Foi ela também quem chamou a Polícia Militar.

Enquanto esperavam a chegada dos militares, Thaylla e Tifanny conversaram com a mulher que era agredida dentro do veículo. “A mulher estava em pânico, não conseguia nem conversar direito. Chamei a polícia e ficamos lá esperando. Ela contou que não ia dar nada para ele [o namorado] e estava desesperada. Pegou meu telefone, mas não fez contato até hoje”, disse. Segundo a jovem, outro homem apareceu nesse meio tempo querendo levar a vítima para o lugar em que a mulher estava hospedada, mas ela não deixou e as três aguardaram juntas.

“Ficamos esperando até a polícia aparecer. Quando os policiais chegaram, contei tudo que fizemos, inclusive sobre ter quebrado o carro, eles disseram que agimos certo e fomos liberadas. Naquela noite eu sai, e no dia seguinte – 31 de dezembro -, mandei o vídeo que fiz para alguns amigos. Essa semana ele apareceu no Twitter. Fui dormir e acordei famosa”, diverte-se.

Questionada sobre estar arrependida da forma como agiu, Thaylla é categórica: “não estou, jamais deixaria um homem bater em uma mulher daquele jeito”. “Sei que corri um risco, mas Deus me colocou lá naquela hora. A garota me abraçou, agradeceu muito. Meus familiares têm receio do que pode acontecer, mas eu não tenho medo. Fiz a coisa certa ao defendê-la. Estou recebendo mensagens lindas de gente de todo Brasil. Eu tinha pouco mais de mil seguidores no Instagram e agora tenho 25 mil”, conta a jovem que nasceu em Campo dos Goytacazes.

O BHAZ conseguiu identificar o rapaz belo-horizontino responsável pelas agressões contra a namorada. No entanto, ele não foi localizado para falar a respeito do assunto. A jovem vítima do então namorado, por sua vez, não foi identificada pela reportagem: é que não há informações suficientes.

A Polícia Civil de Minas informou, por meio de nota, que “conforme competência legal, investiga os possíveis ilícitos penais que acontecem no estado”. “Salienta que o Registro de Eventos de Defesa Social (REDS), ou seja, o registro de ocorrência, é o meio oficial que a PCMG é noticiada do fato, sendo imprescindível para adoção de medidas cabíveis pela Instituição”, completa. Ou seja, como o caso ocorreu no Rio de Janeiro deveria ser investigado lá a partir do registro de ocorrência junto à PM daquele Estado.

*Informações retiradas do BHAZ

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