(Foto: Celso Maia/Portal AM1 e Divulgação/Prefeitura de Manaus)
Manaus (AM) – Manaus enfrenta nesta quinta-feira (11) uma paralisação surpresa dos rodoviários que deixou milhares de passageiros sem transporte público no fim da tarde. Em transmissão ao vivo, o prefeito David Almeida (Avante) atribuiu a crise à falta de repasses do governo do Amazonas relacionados ao passe livre estudantil.
Segundo Almeida, a Prefeitura de Manaus mantém os subsídios ao sistema de transporte coletivo em dia. Apenas em 2025, já foram destinados R$ 296 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetran). Desde o início da gestão, o valor acumulado chega a R$ 1,9 bilhão, conforme dados divulgados pelo prefeito.
O impasse, de acordo com o prefeito, começou com a decisão do governo estadual de não renovar o convênio firmado em 2022 para custear o passe livre estudantil. O acordo previa que a Prefeitura arcaria com a gratuidade para alunos da rede municipal e o Estado faria o mesmo para estudantes da rede estadual.
“O governo não renovou o convênio, deixou de pagar a parte dele e isso gera impacto direto na folha de pagamento dos trabalhadores do transporte coletivo”, disse Almeida.
Assista ao pronunciamento do prefeito:
Recursos em juízo
Almeida explicou que o Estado chegou a depositar cerca de R$ 19 milhões em juízo, referentes aos três primeiros meses do ano. No entanto, desde fevereiro nenhum valor foi repassado ao Sinetran. A Justiça já autorizou a liberação dos recursos, e o prefeito afirma que o pagamento deve ocorrer até esta sexta-feira (12).
Apelo ao diálogo
Durante a transmissão, o prefeito pediu que os rodoviários retornem ao trabalho e que o governo estadual negocie diretamente com o Sinetran.
“São 500 mil pessoas que dependem do transporte coletivo todos os dias. Peço consciência aos trabalhadores e que o governo do Estado sente com o Sinetran para resolver esse problema”, afirmou.
Contexto
A paralisação dos rodoviários ocorre em um momento em que a Prefeitura se prepara para ampliar o repasse mensal ao Sinetran de R$ 20 milhões para R$ 25 milhões, segundo Almeida. O prefeito reforçou que a administração municipal cumpre religiosamente os pagamentos nos dias 5 e 20 de cada mês.
Enquanto o impasse não é solucionado, a população de Manaus enfrenta dificuldades para se deslocar. Almeida concluiu a transmissão pedindo paciência à população e reafirmando que a Prefeitura “não deve nada” ao sistema de transporte coletivo.
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