(Foto: Cerimonial TJAM e Gustavo Moreno/STF)
Brasília (DF) – Durante encontro com magistrados de todo o País realizado nesta terça-feira (10), na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que o futuro da magistratura brasileira depende do fortalecimento da confiança pública, da observância da Constituição e do compromisso com inclusão e justiça social.
Na abertura da reunião, Fachin destacou o papel histórico do Judiciário na consolidação das instituições brasileiras e afirmou que a atuação da magistratura deve ocorrer com independência e imparcialidade, distante de pressões políticas ou econômicas.
O ministro também ressaltou que o fortalecimento da democracia passa pela ampliação do acesso à Justiça, especialmente para populações historicamente excluídas. Segundo ele, pesquisas indicam que a sociedade espera do Judiciário maior celeridade na tramitação dos processos, igualdade perante a lei e transparência institucional.
Durante o encontro, Fachin mencionou desafios enfrentados pelo sistema de Justiça, como a morosidade processual, a crise de confiança pública, a complexidade da governança institucional e o debate sobre o regime remuneratório da magistratura.

(Foto: Cerimonial TJAM e Gustavo Moreno/STF)
Desafios do Judiciário
De acordo com o presidente do STF, o Judiciário brasileiro conta atualmente com cerca de 18,9 mil magistrados e aproximadamente 278 mil servidores, responsáveis por administrar um acervo superior a 75 milhões de processos em todo o país.
Ao abordar o tema da remuneração, Fachin afirmou que juízes devem receber pagamento adequado, mas ressaltou que qualquer solução precisa estar fundamentada na Constituição. Para ele, a transparência e o escrutínio público fortalecem a legitimidade do Poder Judiciário.
O encontro reuniu presidentes de tribunais de todo o país, entre eles o desembargador Jomar Fernandes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O objetivo da reunião foi discutir o planejamento e os desafios da magistratura brasileira para o século XXI.
(*) Com informações da assessoria
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