Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

Presos, repressores da ditadura de Pinochet querem reunir com Bolsonaro

"Eu acho que essa questão da dita ditadura aqui no Cone Sul tem que ser levada à luz da verdade. Nós chegamos a uma conclusão e pacificamos".

Bolsonaro Foto: Reprodução

Raúl Meza Rodríguez, advogado de repressores do período militar chileno (1973-1990), encaminhou ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (22), uma carta pedindo que ele faça uma visita ao presídio de Punta Peuco, onde os ex-militares estão presos.

Eles foram condenados por diversas violações de direitos humanos durante o período pinochetista. Na carta, pedem que Bolsonaro vá “observar a situação em que se encontram, na qualidade de militar”.

Eles foram condenados por diversas violações de direitos humanos durante o período pinochetista. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mencionam a intenção de apresentar ao brasileiro um relatório sobre as doenças que têm e os casos de condenados idosos que pediram para deixar a prisão devido à idade, mas que não obtiveram indulto nem no governo de Michelle Bachelet nem no de Sebastián Piñera.

“Presidente Bolsonaro, queremos dizer-lhe que os soldados liderados pelo general Pinochet e que impediram o Chile de se transformar numa nova Cuba, enfrentando o terrorismo, hoje são perseguidos políticos, condenados a viver encarcerados pelo resto da vida e morrer sem dignidade e longe de seus seres queridos.”

O pedido não teve resposta por parte da Presidência do Brasil. Bolsonaro está no Chile para a fundação do Prosul, bloco que vai reunir “países democráticos que praticam o livre-comércio”, nas palavras de Sebastián Piñera, presidente do Chile, e pressionar a Venezuela para que se redemocratize.

Ao desembarcar em Santiago, o presidente disse que não tinha ido ao Chile para falar de Pinochet.
“Tem gente que gosta dele, tem gente que não gosta. O regime militar aqui foi muito parecido ao do Brasil”, disse Bolsonaro.

“Eu acho que essa questão da dita ditadura aqui no Cone Sul tem que ser levada à luz da verdade. Nós chegamos a uma conclusão e pacificamos. Não podemos dar voz à esquerda, que sempre tem um lado, para dizer que aquele lado estava certo e não o outro.”

 

(*) Com informações da Estadão Conteúdo – Sylvia Colombo