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6 de março de 2021
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Procuradora pede transferência de líderes de matança nos presídios

A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Nascimento, informou que o Ministério Público do Estado (MP-AM) recomendou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) a transferência imediata para um presídio federal dos líderes do massacre que deixou 55 detentos mortos em quatro presídios do Estado, nas últimas 48 horas. O pedido foi formulado na noite […]

Procuradora pede transferência de líderes de matança nos presídios

Membros do Ministério Público convocaram coletiva para falar sobre as medidas adotadas contra o massacre nos presídios do AM. (Thaise Rocha/Agência AM1)

A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Nascimento, informou que o Ministério Público do Estado (MP-AM) recomendou à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) a transferência imediata para um presídio federal dos líderes do massacre que deixou 55 detentos mortos em quatro presídios do Estado, nas últimas 48 horas.

O pedido foi formulado na noite desta segunda-feira, 27, e divulgado em coletiva à imprensa na sede do Ministério Público, na zona Oeste de Manaus. Junto a outros membros do MP, a procuradora confirmou que o Setor de Inteligência do MP tem uma investigação preliminar, na qual aponta que as mortes  foram causadas por uma disputa interna de poder dentro de uma facção.

Leda disse que a recomendação da transferência foi encaminhada diretamente ao governador Wilson Lima. “Fizemos algumas recomendações ao governador Wilson Lima e a transferência é uma das principais formas de minimizarmos a possibilidade de confrontos entre as facções”, completou.

Sem citar o nome do grupo criminoso, Leda Mara informou que foram abertos dois inquéritos para apurar os assassinatos e formalizar denúncias contra os responsáveis pela matança.

Pela investigação do MP, já há suspeitas dos nomes dos presos que comandaram o motim. “A informação que temos é que houve um confronto entre lideranças de uma mesma facção criminosa que atua no estado, não entre facções rivais”, apontou.

Há dois anos, um confronto entre membros da facção criminosa Família Do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC),  causou a morte de 56 detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), após reclamações de superlotação e revanche entre as facções rivais.

Guerra pelo poder

Diferente do último massacre no sistema prisional do Amazonas, as mortes dos presos, nas últimas 48 horas, foram causadas pelo controle de uma facção, a FDN.

Os fundadores da facção, José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, e João Pinto Carioca, o “João Branco”, entraram em conflito pelo comando do grupo criminoso, gerando uma briga interna entre os liderados. Os dois estão sob a custódia de presídios federais de segurança máxima.

 

 

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