(Fotos: Diego Peres e Assessoria Secom)
Manaus (AM) — O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) divulgou, nesta segunda-feira (1º), uma nota pública em que acusa o governador do Amazonas, Wilson Lima, de utilizar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para objetivos eleitorais. Procurado pelo Portal AM1, o Governo do Amazonas ainda não se manifestou sobre as acusações.
Segundo o sindicato, o Fundeb, destinado ao pagamento de salários, progressões, formação continuada e políticas de valorização do magistério, estaria sendo empregado para viabilizar o pagamento de um abono aos profissionais da Educação, em vez de ser usado para reajustes permanentes na remuneração da categoria.
Reivindicações da categoria
A entidade afirma que o Estado deixou de aplicar integralmente a reposição inflacionária acumulada no período, estimada pelo sindicato em 13,22%, tendo concedido apenas 5,06%. O grupo também reivindica um aumento real de 3% nos salários, demanda que, de acordo com o sindicato, teria sido recusada pelo governo sob a justificativa de falta de recursos.
A professora Helma Sampaio, coordenadora administrativa do sindicato, em entrevista exclusiva ao Portal AM1 no mês de novembro, criticou a postura do governo em relação às negociações salariais. Ela afirmou que, “todos os anos, os docentes precisam ir às ruas para garantir seus direitos”, mas que as reivindicações não são atendidas.
Segundo a educadora, o reajuste anunciado pela gestão Wilson Lima seria uma “jogada eleitoral”, apresentada no final do ano e classificada por ela como “ínfima”. A professora também declarou que o governo ainda deve mais de 13% referentes a datas-bases anteriores não pagas.
Confira o vídeo:
O sindicato sustenta que o anúncio do abono feito nesta segunda-feira teria relação com interesses eleitorais para 2026, uma vez que o benefício não se incorpora ao salário e não influencia aposentadoria, férias ou 13º salário. “O professor recebe o abono, ‘torra’ tudo e depois continua ganhando o mesmo salário de antes”, afirma a nota.
Críticas ao uso do abono
Na avaliação da diretoria da entidade, o abono representa um ganho momentâneo e não contribui para a valorização da carreira. O sindicato defende que os recursos deveriam ser direcionados para ajustes permanentes nos vencimentos dos profissionais da rede estadual.
O texto também inclui críticas diretas ao governador e pede que a sociedade fiscalize o uso dos recursos públicos. “É preciso expurgar este tipo de governante da política amazonense”, diz o comunicado, reforçando o pedido para que o Fundeb seja aplicado “corretamente” no pagamento de salários e melhorias na carreira docente.
Posição do governo
O Portal AM1 aguarda posicionamento do Governo do Amazonas em relação às acusações. Até o fechamento da matéria não houve retorno. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Confira a nota do Sindicato:

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