Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Professores realizam assembleia para analisar contraproposta do Governo

Categoria pede reajuste de 15%, mas o governo alega que não pode conceder valor para não ultrapassar o limite estabelecido pela LRF

Os servidores da educação vão realizar uma assembleia geral, na próxima sexta-feira, 26, para avaliar a contraproposta apresentada pelo governo de reajuste salarial. A reunião realizada, na última terça-feira, 23, terminou sem definição entre a categoria e o Estado.

Greve já completou uma semana (Divulgação)

De acordo com a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, o governo manteve a proposta de 3,93% com uma possibilidade de conceder 9,6% das perdas do poder de compra referentes ao período de 2015 a 2018, em que os servidores ficaram sem reajuste salarial.

A categoria afirma ter sofrido perdas residuais no últimos quatro anos, que não foram pagas nas negociações de 2017 e vão além das datas-bases já pagas. O vice-governador, Carlos Almeida, pediu à classe para elaborar um estudo que comprove a ausência de percentual nas negociações realizadas.

“Nós temos um estudo feito pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) que aponta 9,6% de perda do poder de compra. Não é um percentual aleatório”, explicou a presidente do Sinteam.

A Secretaria de Fazenda vai analisar o levantamento feito pela classe e caso seja comprovada as perdas residuais, a proposta será encaminhada para Assembleia Legislativa que pode aprovar o reajuste sem que o valor incida na Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF).

Os professores pedem reajuste de 15%, mas o governo alega que não pode conceder o valor para não ultrapassar o limite estabelecido pela LRF.

Teto de gastos está acima do permitido

O atual Governo iniciou o ano gastando 48,3% com a folha de pessoal, acima do limite prudencial definido pela LRF, que é de 46,55%. Atualmente, esse percentual já consome cerca de 50% da receita do Estado.

Se o descumprimento da LRF persistir, o Estado deixará de receber repasses constitucionais e será impedido de firmar convênios com a União.