Manaus, 24 de julho de 2024
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Cidades

Professores sugerem que Amazonino abra mão do salário de R$ 30 mil

Professores sugerem que Amazonino abra mão do salário de R$ 30 mil

Governador foi vaiado, neste fim de semana, no interior do Estado (Foto: Raphael Alves/TJAM)

Em greve há quatro dias, professores da rede estadual de ensino propõem que o governador Amazonino Mendes (PDT) troque o salário de R$ 30.471,11 pela remuneração básica dos professores, hoje em torno de R$ 1,6 mil por cadeira. A informação do salário do governador é da Secretaria de Estado de Administração (Sead). No Portal da Transparência, a remuneração do governador só consta no mês de fevereiro. Em janeiro, o nome dele não aparece na lista.

Governador Amazonino Mendes assumiu em outubro e enfrenta uma série de greves

Governador foi vaiado, neste fim de semana, no interior do Estado (Foto: Raphael Alves/TJAM)

“Acredito que rapidamente ele iria mudar de ideia e perceber que o salário que ganhamos não é digno para a profissão de professor. Se o governador se colocar no nosso lugar, com certeza mudará de ideia”, afirmou o professor de filosofia Pedro Paulo Sotero.

Para o professor de artes Aiala Santana Pereira, o governador deveria não apenas trocar o salário que recebe pelo salário dos educadores. “Ele deveria deixar de receber outras regalias que também possui”, disse.

A ironia dos professores é compartilhada por outros, nas redes sociais, e vem ganhando coro depois que o governador recorreu à Justiça para barrar a greve, iniciada na última quinta-feira pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) e acompanhada a partir desta segunda-feira, 26, pelo Sindicato dos Educadores do Estado do Amazonas (Sinteam).

Professores pedem reajuste de 35%

Os professores reivindicam o reajuste salarial de 35%, de março de 2014 a março de 2018. Além disso, outros pontos são reivindicados, como a progressão vertical e horizontal, plano de saúde, reajuste do auxílio alimentação, entre outros. O Governo do Estado ofereceu reajuste de 4,57% na data-base de 2017.

Na última quinta-feira, 22, professores estaduais entraram em greve, paralisando cerca de 70% das escolas da rede pública do Amazonas.