Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Política

Quaest: Flávio Bolsonaro e Lula empatam tecnicamente na disputa pelo Amazonas

Senador do PL registra 38% contra 37% do petista; pesquisa mostra divisão acentuada entre capital e interior do estado.

(Foto: Carlos Moura/Agência Senado & Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Manaus (AM) – A nova pesquisa Quaest revela um cenário de polarização intensa no Amazonas para a eleição presidencial de 2026. Os dados mostram que Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Lula (PT) dividem a preferência do eleitorado amazonense, configurando um empate técnico dentro da margem de erro. Flávio registra 38% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 37%.

Abaixo dos líderes, os demais nomes testados na pesquisa apresentam dificuldades para romper a barreira dos dois dígitos. Ratinho Junior (PSD) ocupa a terceira posição com 4%, seguido por Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 2%. O candidato Aldo Rebelo (DC) pontua 1%.

O grupo de eleitores que pretende votar em branco, nulo ou que não pretende comparecer às urnas soma 12%, enquanto os indecisos representam 4%.

O levantamento detalha comportamentos distintos entre homens e mulheres no estado. No segmento Feminino, Lula lidera com 37%, abrindo uma vantagem de cinco pontos sobre Flávio Bolsonaro, que tem 32%.

Enquanto entre os homens, a situação se inverte com vantagem para o senador do PL, que alcança 42% contra 38% do petista.

Nesse recorte, Ratinho Junior mantém 5% entre as mulheres e 4% entre os homens. Renan Santos se destaca mais no público feminino (4%) do que no masculino (1%).

Capital vs. Interior

A geografia do voto no Amazonas também expõe clivagens profundas entre a metrópole e as cidades do interior. Em Manaus, Flávio Bolsonaro domina com 42% das intenções de voto, superando Lula, que registra 30% na capital.

Enquanto no interior, o cenário favorece o atual presidente. Lula concentra 47% da preferência dos eleitores das cidades do interior, enquanto Flávio Bolsonaro cai para 31%.

Os dados reforçam que a disputa no Amazonas reproduz o espelhamento nacional, com forças políticas consolidadas em polos geográficos e demográficos específicos.

 

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