Governador Roberto Cidade. (Foto: Alex Pazuello/Secom)
Manaus (AM) — O governador do Amazonas e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Brasil), não detalhou propostas para gerar empregos, atrair investimentos ou reduzir a concentração econômica em Manaus ao ser questionado sobre o desenvolvimento dos municípios do interior. Durante entrevista à TV A Crítica, Cidade concentrou a resposta na política de assistência social e apresentou como principal medida concreta a ampliação do Auxílio Estadual Permanente, de R$ 150 para R$ 250.
A pergunta foi feita pelo apresentador Amaral Augusto, que citou municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e questionou como o plano de governo de Cidade pretende fazer a política social chegar às localidades mais distantes e, ao mesmo tempo, descentralizar a economia ainda concentrada na capital.
Cidade iniciou a resposta destacando sua atuação desde que assumiu o Governo do Amazonas e afirmou que o Estado precisa de um governador capaz de ampliar oportunidades para a população.
“Desde o primeiro dia que eu assumi o governo do Estado já mostrei a minha forma de trabalhar, de cuidar e de enfrentar os problemas”, declarou.
Ao entrar nas propostas, porém, o governador direcionou a resposta para o Auxílio Estadual Permanente. Segundo Cidade, mais de 300 mil pessoas são contempladas atualmente pelo programa em todo o Amazonas.
O candidato prometeu aumentar o benefício mensal dos atuais R$ 150 para R$ 250 caso seja reeleito. A proposta representa um acréscimo de R$ 100, equivalente a 66,7% sobre o valor atual.
Cidade também afirmou que pretende estabelecer o pagamento de R$ 500 para mães e pais atípicos.
Emprego fica sem resposta
Apesar das promessas de ampliação dos benefícios sociais, Cidade não apresentou, naquele momento da entrevista, medidas específicas para responder à outra parte da pergunta: como pretende descentralizar a economia amazonense e ampliar as oportunidades de trabalho e renda fora de Manaus.
Na resposta, o governador não detalhou propostas de atração de empresas para o interior, criação de empregos, incentivo a cadeias produtivas municipais ou outras ações econômicas direcionadas às cidades mais distantes da capital.
O contraste aparece na própria fala de Cidade. Enquanto afirmou que o Amazonas precisa levar “mais oportunidades” à população, a medida concreta apresentada na resposta foi justamente a ampliação de uma política de transferência direta de renda.
O Auxílio Estadual funciona como instrumento de proteção social para famílias em situação de vulnerabilidade. A ampliação do benefício, entretanto, não esclarece por si só como o governo pretende enfrentar uma questão estrutural levantada pelo apresentador: a concentração da atividade econômica na capital.
Com a campanha pela reeleição em andamento, permanece sem detalhamento, a partir dessa resposta, qual é a estratégia de Cidade para fazer com que os municípios do interior dependam menos da assistência financeira e tenham mais oportunidades permanentes de emprego, renda e desenvolvimento econômico.
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