Renato Júnior afirmou que a gestão municipal tem enfrentado “vários desafios” relacionados ao sistema de transporte público e destacou que o diálogo segue em andamento. O prefeito declarou que as tratativas devem ser definidas até o fim do dia, buscando uma solução para evitar impactos no serviço prestado à população.
Entre os fatores que, segundo ele, influenciam a crise no setor, está o aumento de aproximadamente 45% no preço do combustível, especialmente o diesel, que classificou como reflexo de uma “guerra internacional”. De acordo com o prefeito, esse aumento tem impacto direto nos custos operacionais do transporte coletivo na capital amazonense.
Contexto da possível greve
A declaração do prefeito ocorre em meio ao anúncio de greve feito pelo Sindicato dos Rodoviários de Manaus, após uma reunião sem acordo realizada na quarta-feira (20) entre trabalhadores e empresas do setor. A paralisação está prevista para esta sexta-feira (22) e pode afetar milhares de usuários do transporte público na capital.
O principal ponto de impasse é o reajuste salarial. Os trabalhadores reivindicam aumento de 12%, enquanto o Sinetram propôs reajuste de 4,11%, equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice frequentemente utilizado em decisões da Justiça do Trabalho.
Durante as negociações, o sindicato patronal chegou a sugerir que o caso fosse encaminhado para dissídio coletivo, o que permitiria uma decisão judicial sobre o reajuste. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos rodoviários, que defendem a continuidade do diálogo direto.
Além da questão salarial, os trabalhadores também reivindicam a manutenção dos empregos atuais e melhores condições para motoristas que acumulam funções.