Manaus, 9 de outubro de 2026
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Manaus, 9 de outubro de 2026

Cidades

Rio Negro cai para 17,92 metros e dificulta travessia de balsas

Vídeo mostra embarcação navegando lentamente até o Porto da Ceasa devido aos bancos de areia formados pela estiagem.

Balsa navega lentamente em trecho raso do Rio Negro durante a estiagem, em travessia até o Porto da Ceasa, em Manaus (Foto: Reprodução/vídeo)

Manaus (AM) – O nível do Rio Negro chegou a 17,92 metros nesta sexta-feira (9), em Manaus, e as consequências da estiagem já dificultam a navegação de balsas na região. Um vídeo gravado por uma passageira mostra uma embarcação avançando lentamente durante a travessia até o Porto da Ceasa, na zona Sul da capital.

Nas imagens, a balsa atravessa um trecho estreito e raso, com bancos de areia expostos pela redução do nível das águas. A embarcação precisa avançar com cautela para evitar encalhar.

A situação reflete o avanço da vazante no Amazonas, que reduz a profundidade de trechos utilizados pelo transporte fluvial e exige atenção redobrada dos comandantes.

 

Rio Negro recua em outubro

De acordo com os dados da régua do Porto de Manaus , o Rio Negro registrou 17,92 metros nesta sexta-feira, após baixar sete centímetros em 24 horas.

Na primeira semana de outubro, o nível passou de 18,73 metros, no dia 1º, para 18,24 metros no dia 5. Na quinta-feira (8), a cota estava em 17,99 metros. A sequência de medições evidencia a continuidade da descida das águas, que altera as condições de navegação em diferentes trechos do rio.

Estiagem afeta transporte fluvial

Com a redução da profundidade, balsas e outras embarcações precisam adaptar a navegação para atravessar áreas rasas e evitar bancos de areia. A situação pode aumentar o tempo de deslocamento entre Manaus e municípios do entorno.

O transporte fluvial é essencial para a circulação de passageiros e o abastecimento de comunidades no Amazonas. Por isso, a diminuição do nível dos rios pode dificultar tanto as viagens quanto o transporte de mercadorias e insumos.

O vídeo registrado pela passageira mostra como a vazante interfere na rotina de quem depende das embarcações para se deslocar pela região.

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