Entre os dias 9 e 12 de outubro, o Rio Negro permaneceu estável em 12,11 metros, representando o último registro de queda no dia 9, quando houve uma redução de 6 cm.(Foto: Carlos da Mattag/SBG)
Manaus (AM) – Os níveis do Rio Negro apresentam sinais de recuperação após atingir mínimas históricas em outubro de 2024. De acordo com dados do Porto de Manaus e do 44º Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Amazonas, o nível do rio subiu para 12,46 metros nesta terça-feira (22) após registrar queda de 6 centímetros em 9 de outubro, data da última variação negativa das águas, que apresentam, desde então, subidas variando de 1 a 6 cm. No entanto, os níveis ainda são considerados baixos para o período, comparados aos anos anteriores.
Entre os dias 9 e 12 de outubro, o rio permaneceu estável em 12,11 metros, representando o último registro de queda no dia 9, quando houve uma redução de 6 cm. A partir do dia 13, iniciou uma recuperação gradual, com subidas diárias que se intensificaram a partir do dia 18. O aumento de 35 cm em 13 dias indica que o rio está entrando em um período de cheia, mas ainda longe dos níveis esperados.
A superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Jussara Cury, afirma que “é cedo para afirmar que a vazante terminou, já que o comportamento da bacia deve ser avaliado como um todo”. Ela também destacou que o rio Solimões, em áreas como Tabatinga e Manacapuru, apresentou subidas, enquanto o rio Madeira, no Sul do Estado, voltou a descer.
Mínimas históricas
Neste ano, o Rio Negro registrou a cota mais baixa dos últimos 122 anos, atingindo 12,26 metros no dia 12 de outubro, superando o recorde anterior de 12,70 metros registrado em 2023. Outros rios da Bacia do Amazonas, como o Solimões e o Purus, também apresentaram recordes de baixas cotas em várias localidades. Em Tabatinga (AM), por exemplo, o Solimões atingiu -2,54 metros em setembro, uma das mínimas mais expressivas de 2024.
Monitoramento e prevenção
O monitoramento da bacia é realizado por meio de estações telemétricas e convencionais da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em parceria com o SGB. Além disso, o SGB fornece suporte aos municípios afetados por eventos extremos, com mapeamento de áreas de risco geológico e sistemas de informações sobre águas subterrâneas, essenciais para a gestão de recursos hídricos e a prevenção de desastres.
A previsão de chuvas na região para os próximos dias pode influenciar o ritmo de recuperação do rio. “Embora haja sinais de recuperação, a situação ainda requer atenção, especialmente em regiões que continuam enfrentando oscilações nos níveis dos rios”, conclui Cury.
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