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14 de abril de 2021
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Rio Preto da Eva confirma buscas em secretaria, mas nega envolvimento do prefeito

Operação da PF no município apura fraudes em convênio firmado pela prefeitura com o Incra, para obras em ramais, que causaram prejuízo de R$ 4,8 milhões

Rio Preto da Eva confirma buscas em secretaria, mas nega envolvimento do prefeito
Foto: Divulgação/PF Amazonas

Manaus/AM – A Prefeitura de Rio da Eva, no Amazonas, se pronunciou sobre a Operação Ínvio, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (8), para apurar fraudes em convênio firmado pelo órgão com Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). De acordo com a nota enviada à imprensa, o prefeito do município, Anderson Souza (PP), não é alvo das investigações.

Nas diligências de hoje, a PF cumpriu sete mandados judiciais de busca e apreensão, sendo cinco em Manaus, um no município de Rio Preto da Eva e um na cidade de Recife/PE. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas. Até o momento, ainda não há detalhes dos documentos e objetos apreendidos pela ação.

A Prefeitura de Rio Preto da Eva afirmou que “foram feitas buscas de documentos em empresas que estavam fazendo a obra e secretaria de infraestrutura. Uma delas, segundo a investigação, apresentou irregularidades”.

Leia mais: PF deflagra operação contra possíveis fraudes e lavagem de dinheiro em Rio Preto da Eva

Entenda o caso 

Segundo as investigações, há indícios de direcionamento nos processos de dispensa de  licitação realizados pela Prefeitura Municipal de Rio Preto da Eva, que culminou na  contratação das empresas alvos desta Operação. 

A Polícia Federal detectou, ainda, a existência de elementos que apontam para a existência de superfaturamento nos serviços pagos pela Secretaria de Obras de Rio Preto da Eva,  com recursos federais oriundos do Incra, consistente no pagamento integral por serviços  apenas parcialmente prestados ou até mesmo não executados. 

O prejuízo ao Erário causado pelos investigados, em razão do pagamento por serviços não  executados, inacabados ou de péssima qualidade, alcança o valor de R$ 4.883.814,06 (quatro milhões, oitocentos e oitenta e três mil, oitocentos e catorze reais e seis centavos). 

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes  de fraude à licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão  cumprir pena de até 30 (trinta) anos de prisão.

O nome da Operação Ínvio faz alusão ao fato de os ramais de acesso (estradas) às  comunidades rurais estarem intransitáveis.

Leia nota da prefeitura na íntegra

Operação da PF investiga obras de 2017

A Prefeitura de Rio Preto da Eva (a 79 quilômetros de Manaus) esclarece que a operação denominada “Invio”, realizada pela Polícia Federal teve por objetivo investigar a execução de obras de recuperação dos ramais do Incra, que tiveram início no ano de 2017.

O prefeito Anderson Sousa não é alvo da referida ação. Foram feitas buscas de documentos em empresas que estavam fazendo a obra e secretaria de infraestrutura. Uma delas, segundo a investigação, apresentou irregularidades.

A Prefeitura Municipal manifesta apoio e colaboração com o trabalho da Polícia Federal e se coloca à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.

(*) Com informações da PF Amazonas

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