Manaus, 6 de julho de 2026
×
Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Rodrigo Guedes quer acabar com recesso de julho na CMM

Vereador de primeiro mandato, Rodrigo Guedes diz que é preciso "acabar com tudo que soe como regalia aos olhos da população"

Rodrigo Guedes

Foto: Divulgação

MANAUS, AM – O vereador Rodrigo Guedes (PSC) quer acabar com o recesso parlamentar do meio do ano na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A proposta foi feita nesta segunda-feira (17), por meio de Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman).

O projeto quer alterar o texto do artigo 37 da Lei. O texto dá um prazo de 15 dias de recesso entre os dias 15 de julho e 1° de agosto para a Câmara Municipal de Manaus. Segundo o vereador, estar no plenário tratando dos temas do dia a dia é uma das funções primordiais do vereador.

“Entendo que nos dias de hoje não cabe mais recesso, mesmo o vereador podendo trabalhar em outras frentes nada o obriga a fazê-lo, podendo se quiser, viajar, etc. Nós estamos alcançando a maior enchente da história de Manaus, temos a maior crise sanitária com a pandemia da Covid-19. Precisamos mudar a imagem da política e acabar com qualquer coisa que soe como privilégio”, explicou o vereador.

Leia mais: Vereador Rodrigo Guedes fiscaliza obras solicitadas para Mini Vila Olímpica do Santo Antônio

Ainda de acordo com o vereador, a adequação permanente pode dar mais credibilidade ao Legislativo municipal e incentivar outros parlamentos do Brasil inteiro.

“O cidadão, o trabalhador, não tem essa oportunidade, tem que estar presente todo dia. Óbvio que não significa que o vereador não trabalhe nesse período, mas dá a ele uma oportunidade que o cidadão comum não tem e isso por si só já configura um privilégio, uma mordomia. Nós precisamos acabar com tudo que soe como uma regalia aos olhos da população”, disse.

Para o Projeto de Emenda tramitar oficialmente é necessária a assinatura de 14 parlamentares, um terço do total de vereadores da Casa Legislativa. Até esta segunda-feira, os vereadores Carpê Andrade (Republicanos), Amom Mandel (Podemos) e Kennedy Marques (PMN) já haviam assinado a propositura, além do próprio autor Rodrigo Guedes.

(*) Com informações da assessoria.