Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Sassá diz que é de esquerda, mas não apoia Maduro e recebe críticas pela contradição

Ex-vereador de Manaus se posiciona contra Nicolás Maduro, divergindo de líderes da esquerda, incluindo Lula.

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Foto: Divulgação/ CMM

Manaus (AM) – O ex-vereador e atual secretário municipal de Manaus, Sassá da Construção Civil, declarou que não apoia o presidente venezuelano Nicolás Maduro, posição que diverge de membros da esquerda, incluindo o presidente Lula, líder do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Sassá é filiado.

A publicação gerou diversas críticas nas redes sociais. Alguns internautas questionaram a posição do ex-vereador, lembrando que Lula apoio Maduro, que causa a declaração de Sassá, na avalião dos internautas, controversa. Outros disseram que o PT teria prejudicado a democracia no Brasil, e alguns chegaram a xingá-lo. Sassá respondeu às críticas afirmando que seu compromisso é com a democracia e não com líderes autoritários.

“Sou de esquerda, mas não apoio Maduro. Defendo a democracia, no Brasil, na Venezuela ou em qualquer país. Não posso pagar o preço dos outros. A democracia envolve a população, e se há alguém que apoia Maduro, que assuma suas responsabilidades. Eu estou aqui para defender o ser humano e a liberdade”, declarou Sassá.

 

Líderes da direta celebram

Políticos e nomes ligados à direita no Amazonas comemoraram o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente do país, Nicolás Maduro. As manifestações ocorreram nas redes sociais e partiram de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os que se pronunciaram estão o deputado federal Alberto Neto, os deputados estaduais Delegado Péricles e Débora Menezes, os vereadores Capitão Carpê e Coronel Rosses, além do coronel Menezes. Todos são filiados ao Partido Liberal (PL).

O ataque dos Estados Unidos

O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou um ataque em larga escala à Venezuela. Segundo a declaração, Caracas e outras cidades teriam sido atingidas por vias aéreas e terrestres, e Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país.

“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país junto com sua esposa”, disse Trump, durante coletiva em Mar-a-Lago, Flórida.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, classificou o ataque como “vil e covarde”, pedindo ajuda internacional. Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas. Bombardeios norte-americanos a embarcações no Caribe ocorreram nos últimos meses, mas Maduro negou envolvimento com o tráfico e pediu apoio de organismos internacionais.

EUA assumem o governo temporário da Venezuela

Trump afirmou que os Estados Unidos irão governar temporariamente a Venezuela até que uma transição segura seja realizada:

“Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição adequada. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita. Portanto, vamos governar o país”, disse o presidente norte-americano.

O tempo exato da transição sob controle dos EUA não foi informado.

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