(Foto: Antonio Lima/Secom)
Manaus (AM) – A deputada estadual licenciada Joana Darc (União Brasil) deixou o comando da Secretaria de Proteção Animal do Amazonas (Sepet), conforme publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (17). Após um breve e inconclusivo período de pouco mais de um mês à frente da pasta, a parlamentar corre para reassumir sua cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
O retorno de Joana Darc é a clássica jogada de xadrez que só interessa à cúpula do União Brasil e provoca um efeito dominó de desmandos em outros gabinetes.
Ao retomar seu mandato, ela simplesmente expulsa a suplente Professora Jacqueline, também do União Brasil, que terá que deixar a Aleam e voltar à Câmara Municipal de Manaus (CMM).
No fundo da fila, a vítima da vez é Amauri Gomes, do mesmo partido, que mais uma vez fica sem mandato, um mero peão sacrificado na movimentação.
Instabilidade Crônica
Enquanto os políticos se ajeitam, a recém-criada Secretaria de Proteção Animal demonstra uma instabilidade administrativa crônica. Em pouco mais de 30 dias, a pasta já passou por duas titularidades e segue, agora, para a terceira.
Quem assina o festival de exonerações e nomeações é o próprio governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), que parece chancelar a falta de foco na administração pública.
A secretária anterior, Leda Maria Maia Xavier, era aliada de Joana Darc. A nomeação e, consequentemente, a exoneração de Leda Maia foram um mero enxugo burocrático que a tirou de um cargo de confiança na Sejusc.
Agora, assume Edgar Duarte Nogueira, que ocupava o cargo de secretário executivo da Sepet. Mas o currículo do novo comandante acende um alerta: Nogueira é apontado como uma figura próxima a Aldenor Lima, esposo de Joana Darc. E não para por aí: o novo secretário da Proteção Animal participou financeiramente da campanha de Aldenor Lima ao Legislativo Municipal, com uma doação de R$ 6 mil nas Eleições Municipais de 2024.
Com um novo comando definido por vínculos políticos e eleitorais e não por estabilidade ou expertise, a Secretaria de Proteção Animal, que atravessa uma fase de “instabilidade” – ou seria total desorganização? – precisa agora, ironicamente, focar na consolidação de seus programas e na efetivação das políticas públicas.
O tempo de Joana Darc na pasta não foi marcado por avanços, mas sim por uma simples e previsível passagem de bastão para a próxima rodada do jogo político.
(*) Colaborou: Emília Picanço, repórter do Portal AM1
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