Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Selo prata? CMM ainda opera no modo ‘transparência de gaveta’

CMM comemora selo prata de transparência, mas vereador critica falta de registro de votos e diz que justificativas de ausência são ‘invisíveis’ até para os próprios parlamentares.

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(Fotos: Kelvin Dinelli/Assessoria/Arquivo/Dicom-CMM)

Manaus (AM) – A Câmara Municipal de Manaus (CMM) recebeu, neste ano, o selo prata de transparência, alcançando índice de 78,14% no Radar Nacional da Transparência Pública. Apesar do avanço, o vereador Rodrigo Guedes (PP) afirmou, em entrevista ao Portal AM1 na manhã dessa terça-feira (09/12), que a Casa ainda possui falhas significativas e citou dois exemplos que, segundo ele, comprometem a transparência do Legislativo municipal.

Mesmo reconhecendo que a CMM apresenta desempenho melhor que outras câmaras municipais, Guedes afirma que isso não elimina a necessidade de aprimoramentos para atender plenamente aos princípios da transparência pública.

O primeiro ponto levantado pelo parlamentar diz respeito à ausência de registro dos votos dos vereadores nas atas das sessões. Guedes explica que, para saber como cada parlamentar se posicionou, é necessário recorrer às transmissões da sessão no YouTube ou Facebook.

“Ainda precisa melhorar muita coisa. Se vocês olharem as atas de hoje, não sabem como cada vereador votou. Quando aparece ‘aprovado com nove votos contrários’, esses nove são registrados. Mas quem sai da sala na hora da votação, dá uma fugidinha, é contabilizado como voto favorável, embora não tenha votado. Eles simplesmente não estavam presentes”, afirmou.

Guedes também questionou a falta de transparência nas justificativas de ausência. Segundo ele, os próprios parlamentares não conseguem acessar as razões apresentadas por vereadores que viajam e faltam às sessões, mas têm suas ausências abonadas sem desconto salarial.

“Vocês não conseguem acessar qual foi a justificativa. O presidente abona a falta e ninguém praticamente recebe falta aqui. Vivem ausentes, viajando, mas recebem o salário como se estivessem presentes”, criticou Guedes.

Confira o momento

(*) Colaborou Emília Picanço (repórter do Portal AM1). 

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