(Foto: Semed/Sec)
Manaus (AM) – A falta de respostas da Secretaria Municipal de Educação (Semed) sobre a convocação de novos professores, o pagamento de progressões funcionais e a reativação da comissão de revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) levou o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Aspromsindical) a anunciar novas cobranças à Prefeitura de Manaus.
Em entrevista exclusiva ao Portal AM1, o coordenador jurídico da entidade, professor Lambert Melo, afirmou que o sindicato pretende solicitar uma audiência com o prefeito para obter respostas sobre as reivindicações da categoria.
A movimentação ocorreu após representantes do sindicato procurarem a Semed, na quarta-feira (4), para cobrar esclarecimentos sobre três questões consideradas urgentes. Segundo comunicado da entidade, o secretário municipal de Educação, Arone Bentes, não estava no local de trabalho durante o turno da manhã. A diretoria foi recebida por um assessor identificado como Maurício, mas, conforme Lambert, não conseguiu obter respostas concretas.
O coordenador jurídico afirmou que o representante não tinha autorização para responder aos questionamentos apresentados pelo sindicato e criticou a condução da conversa. “Ficou enrolando e dizendo que a educação do município é a melhor do mundo, está às mil maravilhas, que o secretário é fantástico, que o secretário faz tudo o que ele pode”, relatou Lambert ao Portal AM1.
Diante da falta de esclarecimentos, o sindicato informou que pretende encaminhar um ofício solicitando uma audiência com o prefeito de Manaus, Renato Junior, além de buscar diretamente a Secretaria Municipal de Finanças para tratar dos pagamentos pendentes.
Progressões publicadas, mas sem pagamento
Uma das principais cobranças envolve as progressões funcionais dos profissionais do magistério que já foram publicadas no Diário Oficial do Município (DOM), mas ainda não foram pagas.
Segundo Lambert Melo, o sindicato pretende procurar a Secretaria de Finanças para entender por que os valores continuam pendentes e quando os pagamentos serão realizados. Ele afirmou que a categoria cobra informações, mas não recebe uma previsão concreta.
“Os professores perguntam e eles não respondem, não dizem nada, dizem que depende da vontade do prefeito”, declarou.
O representante também explicou que, segundo as informações recebidas pelo sindicato, o pagamento depende de autorização da Secretaria de Finanças. A entidade pretende buscar diretamente o setor responsável para esclarecer a situação e obter uma previsão para a regularização dos valores.
Convocação de 1,5 mil concursados fica para 2027
Outro ponto de preocupação é a convocação dos 1,5 mil aprovados no cadastro de reserva do concurso público da Semed. Segundo o Aspromsindical, o quantitativo havia sido anunciado pelo prefeito, mas os nomes ainda eram aguardados pelos candidatos.
Na entrevista ao AM1, Lambert Melo afirmou que uma nova publicação do secretário municipal de Educação indicava que os convocados deverão tomar posse para começar a trabalhar somente em fevereiro de 2027.
A informação frustrou a expectativa dos candidatos que aguardavam uma convocação imediata para iniciar as atividades ainda em 2026.
“Esses novos concursados estavam na expectativa de serem chamados de forma imediata para ver se começava a trabalhar ainda agora esse ano, mas, pela publicação que o secretário fez, o ritmo deles vai ser lento porque eles estão chamando esse quantitativo para só começar a trabalhar no ano que vem”, afirmou.
Diante do cenário, o coordenador jurídico disse que o sindicato continuará apoiando as manifestações organizadas pela comissão representativa dos aprovados no cadastro de reserva.
“Todas as vezes que a comissão representativa do cadastro de reserva organiza um protesto, a gente apoia, a gente participa e faz a pressão política”, declarou.
Comissão do PCCR continua sem funcionar
A terceira reivindicação apresentada pelo sindicato envolve a publicação, no Diário Oficial do Município, dos integrantes da nova Comissão de Revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do Magistério.
De acordo com o Aspromsindical, a comissão ainda não está funcionando, e a entidade busca informações sobre quando sua composição será oficialmente publicada para que os trabalhos possam começar.
O tema também foi incluído entre os questionamentos levados à Semed durante a visita de quarta-feira (4). Entretanto, segundo Lambert, o assessor que recebeu os representantes não apresentou respostas sobre as demandas.
Cobrança à Prefeitura
Com a falta de esclarecimentos, o Aspromsindical pretende formalizar o pedido de audiência com o prefeito Renato Junior procurar a Secretaria Municipal de Finanças para cobrar informações sobre as progressões.
Enquanto isso, o sindicato afirma que continuará acompanhando as reivindicações dos candidatos do cadastro de reserva e apoiando os protestos organizados pela comissão representativa.
O Portal AM1 mantém espaço aberto para que a Semed e a Prefeitura de Manaus se manifestem sobre os questionamentos apresentados pelo sindicato.
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