Cristiano Ronaldo 'ampara' Messi após eliminações Foto: Reprodução / Instagram
MANAUS – Os dois maiores artilheiros da Liga dos Campeões e principais ganhadores da ‘orelhuda’ deram tchau para a maior competição europeia de futebol. Com isso, paira a pergunta mais difícil de se responder: será o fim da era Messi e CR7?
A questão é um fato intrigante, pois desde 2005, a competição sempre contou com os dois em suas fases finais. Na atual temporada, Messi se vê em um elenco fraco e apagado quando comparado ao Barcelona da era de Ouro, que costumava levar todas as taças para casa.
Já Cristiano Ronaldo, não alcança os números de conquistas de quando era o camisa 7 do Real Madrid e disputava na raça com o argentino para ser o melhor jogador de futebol do mundo.
Juntos, eles fizeram 9 gols nessa edição, menos que o jovem Haaland, do Borussia Dortmund, atual artilheiro da competição com 10 gols em apenas 6 jogos.
Segundo o jornalista André Tobias, referência em futebol no Amazonas, a idade, somada aos companheiros de time, pode ter influência direta nessa eliminação prematura e chocante da Juve e do Barça.
“Começamos a sentir o reflexo da idade, Cristiano com 36 e Messi com 33. O Barcelona com uma queda técnica notória e a Juventus, que contratou o português sonhando com a Champions. Messi é um gênio e Cristiano um verdadeiro craque”, afirmou André.
Quando olhamos para as conquistas, vemos 11 bolas de ouro conquistadas pela dupla – o mais importante título individual do esporte. Sem dúvida, eles estão entre os maiores vencedores das últimas duas décadas.
Alguns dizem que o império começou a enfraquecer em 2018, após a Copa do Mundo, quando o croata Luka Modrić foi eleito o melhor do mundo, quebrando a dinastia de 10 anos da disputa entre os dois.
Messi ainda conseguiu recuperar o desempenho levando a Bola de Ouro para casa em 2019, porém, essa foi a sua última grande conquista.
“Dois grandes atletas: um com o nível técnico quase inalcançável e o outro, gênio por natureza!”, diz Larissa Balieiro, uma das mais influentes jornalistas esportivas do Amazonas.
Ainda sobre a situação dos dois, ela completou dizendo: “Por mais que sejam craques, começam a ficar para trás. E isso a gente já observa pelo desempenho de ambos nas seleções de seus países. São grandes atletas, mas, que assim como outros tantos, vivem momentos ruins na carreira”, continuou a jornalista.
Porém seguindo o ciclo natural da vida, percebemos que alguns nomes vêm surgindo, para poder dar continuidade a esse legado.
Neymar, apesar de estar com 28 anos, ainda é da elite do futebol mundial. O francês Mbappé, companheiro do ‘adulto’ Ney no PSG, junto com Halland, são os possíveis herdeiros, visto que, apesar da pouca idade, possuem feitos e números marcantes. A garra, a técnica e a dedicação dos jovens remetem muito ao legado deixado por Messi e Cristiano dentro do campo.
O gênio [Messi] e o ‘robozão’ [Cristiano] podem voltar a brilhar, entretanto, o ausência em uma das maiores competições do mundo, nos faz pensar que se encerrou uma grande era.





