Wilson Lima e Eduardo Braga durante debate entre candidatos ao Senado na TV Norte (Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – O senador Eduardo Braga (MDB), candidato à reeleição, rebateu nesta quinta-feira (17) as acusações feitas pelo ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) durante debate eleitoral e negou ter participação na Âmbar Energia. Em coletiva acompanhada pela equipe de reportagem do Portal AM1, Braga apresentou sua versão sobre o episódio, detalhou as medidas judiciais adotadas contra a concessionária e anunciou uma liminar da Justiça Federal que determina a suspensão da substituição de cabos de cobre por alumínio em Manaus.
Segundo Braga, Wilson teria associado seu nome à empresa durante as considerações finais do debate, quando não havia mais possibilidade de resposta. O senador classificou a afirmação como falsa e disse que seus advogados já adotaram medidas jurídicas.
“Ele tenta atribuir à Âmbar Energia a mesma infâmia e a mesma calúnia de me vincular como proprietário da Amazonas Energia e da Âmbar. Isto é uma mentira”, afirmou Braga.
O senador declarou ainda que já vinha tomando medidas contra a Âmbar antes do confronto eleitoral. De acordo com ele, na segunda-feira (14) foi apresentada uma representação à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, na quarta-feira (16), uma ação popular contra a União, a Aneel, a Âmbar Energia e a Oliveira Energia.
Justiça suspende troca de cabos
Na coletiva, Braga afirmou que a Justiça Federal concedeu liminar determinando a paralisação imediata da substituição de cabos. A decisão também prevê a preservação de materiais relacionados a ocorrências de aquecimento, curto-circuito, incêndio ou explosão para eventual análise técnica.
A decisão determina ainda a realização de auditoria técnica por amostragem e estabelece medidas relacionadas à fiscalização da concessionária. A informação sobre a liminar foi confirmada por veículos locais que acompanharam o anúncio feito pelo senador nesta quinta-feira.
Braga afirmou que a medida também suspendeu a eficácia de cláusulas que, segundo ele, limitavam a aplicação de multas pela Aneel à concessionária. A decisão prevê multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento, conforme relatado pelo senador.
O Ministério Público do Amazonas já havia recomendado, em 11 de setembro, a suspensão por 30 dias da substituição de cabos para que fossem apresentados laudos e informações técnicas sobre a segurança da mudança.
Braga nega participação na Âmbar
Outro ponto central da coletiva foi a resposta à acusação feita por Wilson Lima durante o debate. Braga explicou que possui investimentos no mercado de ações por meio de um fundo e afirmou que sua participação é em ações da JBS, empresa do setor de proteína animal.
Segundo o senador, a JBS e a Âmbar pertencem ao mesmo grupo controlador, mas são empresas distintas e atuam em setores diferentes. Braga negou possuir ações da Âmbar Energia. “Eu não tenho a ação da Âmbar. Eu tenho a ação da JBS, que vende carne, que vende proteína animal”, afirmou.
A acusação de Wilson Lima foi feita durante as considerações finais do debate entre os candidatos ao Senado. Na ocasião, o ex-governador citou a relação empresarial envolvendo a Âmbar e Eduardo Braga.
Debate eleitoral
O embate entre Braga e Wilson ocorreu durante o primeiro debate entre os candidatos ao Senado pelo Amazonas realizado pela TV Norte. O encontro reuniu também Capitão Alberto Neto, Plínio Valério, Ismael Munduruku e Professora Evany.
Além da disputa envolvendo a Âmbar Energia, os dois candidatos trocaram críticas sobre saúde pública e obras de infraestrutura. Em outro momento do debate, Wilson questionou Braga sobre a pavimentação da BR-319 e afirmou que o tratamento previsto para o chamado “trecho do meio” não teria durabilidade diante das condições climáticas da Amazônia.
(*) Estagiário sob supervisão do jornalista e editor-chefe Isac Sharlon
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