(Foto: Matheus Dias/Assessoria e Reprodução/Redes Sociais | Montagem: Portal AM1)
Manaus (AM) – O candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida (Avante), direcionou críticas nesta quinta-feira (17) à estrutura da saúde estadual construída durante o ciclo político iniciado na gestão de Wilson Lima (União Brasil) e atualmente comandado por Roberto Cidade (União Brasil), sucessor do ex-governador e adversário de David nas eleições deste ano.
Durante sabatina da Rede Amazônica, David afirmou que, apesar do volume de recursos administrado pelo Estado nos últimos oito anos, a população não recebeu, segundo ele, novos hospitais, maternidades ou Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).
“O atual governo, infelizmente, em oito anos administrou R$ 245 bilhões. A população cresceu e esse governo não construiu um hospital, não construiu uma maternidade e nem um SPA”, declarou.
A crítica ocorre em meio à disputa pelo comando do Estado e atinge diretamente o legado da administração de Wilson Lima, que governou o Amazonas de 2019 até abril deste ano. Após deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado, Wilson foi sucedido por Roberto Cidade, então presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Cidade assumiu inicialmente o governo de forma interina e, em maio, foi escolhido pelos 24 deputados estaduais em eleição indireta para cumprir o mandato-tampão até janeiro de 2027. Agora, disputa nas urnas a continuidade no cargo.
David contrapõe crítica com promessas
Ao questionar a estrutura deixada pelos últimos anos de administração estadual, David apresentou propostas para uma eventual gestão. Entre elas estão a construção de um hospital e pronto-socorro infantil e de uma maternidade em Manaus.
O candidato também assumiu o compromisso de zerar, durante o primeiro ano de governo, a fila do Sistema de Regulação (SisReg), que concentra pacientes à espera de consultas, exames e cirurgias.
Para alcançar a meta, David propõe criar o “Corujão da Saúde”, com atendimento 24 horas e contratação emergencial de serviços da rede privada para ampliar a oferta de procedimentos.
“Nesse primeiro momento nós vamos fazer contratações emergenciais para iniciar o fluxo, esvaziar esse fluxo nessa fila do SisReg”, afirmou.
Depois da etapa emergencial, o candidato disse que pretende realizar licitações e concursos públicos para ampliar a capacidade permanente da rede estadual.
David também defendeu reduzir gradualmente a participação das organizações sociais (OSs) na gestão dos serviços de saúde e ampliar a presença direta do Estado.
“Queremos gradualmente acabar com esses serviços dessas OSs, trazer o controle para o Estado e fazer concurso público”, declarou.
Gestão municipal como contraponto
Na sabatina, David recorreu ao próprio histórico administrativo para sustentar as propostas apresentadas. O candidato afirmou que, durante sua passagem pela Prefeitura de Manaus, 128 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foram construídas, reformadas ou ampliadas.
Ele também citou os quatro meses e meio em que comandou interinamente o Governo do Amazonas e afirmou que, naquele período, foram adotadas ações para reduzir filas em especialidades como ortopedia, cardiologia e hemodiálise.
Ao colocar a saúde no centro da sabatina, David confrontou a estrutura existente no Estado com as propostas que pretende implementar caso vença a eleição. A crítica tem como pano de fundo a sucessão entre Wilson Lima e Roberto Cidade, ambos do União Brasil, enquanto o atual governador tenta permanecer no cargo por meio do voto direto em outubro.
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