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Sérgio Camargo afirma que acusações foram feitas por ‘militantes vitimistas e traíras’

O presidente da Fundação Palmares usou as redes sociais para se defender das acusações de assédio moral e perseguição política
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 30 de agosto de 2021 – 11:55
Foto: Reprodução

SÃO PAULO, SP – Após o Fantástico, da TV Globo, exibir a reportagem, nesse domingo (29), sobre ex-funcionários da Fundação Palmares denunciarem o presidente Sérgio Camargo de assédio moral e perseguição política, Camargo usou as redes sociais nesta segunda-feira (30) para se defender das acusações, e, afirmou que as denúncias “partiram de militantes vitimistas e traíras”.

“O MPT não tem autoridade para investigar servidores ou pessoas em cargos comissionados, pois somos regidos pelo estatuto, não pela CLT. As acusações partiram de militantes vitimistas e traíras. Há duas cartas públicas em minha defesa assinadas por todos os servidores da Palmares!”, escreveu Sérgio no Twitter.

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De acordo procurador Paulo Neto, houve perseguição político-ideológica, discriminação e tratamento desrespeitoso por parte do presidente da Fundação Palmares contra os ex-funcionários, servidores públicos concursados, comissionados e empregados terceirizados.

“Os depoimentos são uníssonos, comprovando, de forma cabal, as situações de medo, tensão e estresse vividas pelos funcionários da Fundação diante da conduta reprovável de perseguição por convicção política praticada por seu presidente e do tratamento hostil dispensado por ele aos seus subordinados”, afirmou o procurador.

Segundo a investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT), Sérgio Camargo perseguia os trabalhadores e apontava os mesmos como “esquerdistas”, o que acabou causando um “clima de terror psicológico”, dentro da instituição que defende direitos diferentes os quais Camargo acredita.

Além disso, Camargo monitorava as redes sociais dos funcionários para ver quais ideologias eles defendiam e, após “confirmar” que eram de esquerda, pedia a demissão dos trabalhadores.

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“Os relatos colhidos pelo MPT também confirmam o uso recorrente de palavrões e tratamento grosseiro contra os subordinados. A situação resultou no desligamento até mesmo de servidores concursados, que pediram para sair da Fundação em virtude do clima instalado a partir da chegada de Sérgio Camargo à presidência”, declarou o órgão.

O MPT pede que a Fundação Palmares não permita, submeta ou tolere a exposição dos funcionários de atos de assédio moral praticado por qualquer um dos gestores. Além disso, eles pedem o prazo de 180 dias do diagnóstico do meio ambiente psicossocial do trabalho.

O órgão também pede que a Fundação e o presidente Sérgio Camargo sejam condenados, com título de reparação por danos morais no valor de R$ 200 mil.

(*) Com informações do Uol

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