O vereador Sargento Salazar (PL) e o deputado estadual Cabo Maciel (PL), ambos integrantes de um partido historicamente ligado ao ex-presidente e frequentemente posicionados como parte de sua base de apoio, optaram pelo silêncio público na data.
A ausência de manifestações contrasta com o comportamento de outros aliados, que publicaram textos, vídeos e imagens exaltando Bolsonaro, destacando sua trajetória e desejando força diante do atual cenário judicial e de saúde. Em um ambiente político cada vez mais pautado pela sinalização pública, especialmente nas redes sociais, o não pronunciamento também comunica.
Nos corredores da política, o gesto pode ser interpretado por alguns como cautela diante do momento delicado vivido pelo ex-presidente, que cumpre pena e está internado em Brasília. Para outros, no entanto, o silêncio pode soar como distanciamento estratégico, típico de quem mede o custo político de cada posicionamento.
Afinal, em tempos de forte polarização, a ausência pode ser tão eloquente quanto um discurso. E, neste caso, enquanto aliados reforçaram publicamente sua lealdade, houve quem preferisse não deixar registro.
Se por um lado as redes sociais foram inundadas por declarações de apoio, por outro, o silêncio seletivo de alguns aliados levanta questionamentos: trata-se de estratégia, prudência ou reposicionamento político?
Em política, especialmente nas redes, não dizer nada também é dizer muito.