(Foto: Divulgaçao/Assessoria)
Manaus (AM) – O deputado estadual Sinésio Campos (PT) usou o momento de fala dele, nessa quarta-feira (21), na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para criticar o trabalho dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Segundo o deputado, os vereadores não estão se empenhando para resolver os problemas básicos da cidade, e deu como exemplo o emaranhado de fios de telefone e energia elétrica, que “causam poluição visual”. Sinésio ainda destacou os perigos relacionados aos medidores aéreos instalados pela Amazonas Energia.
“Temos 41 vereadores e nunca vi nenhum deles abordar esse assunto. Isso é uma tragédia anunciada. Será que teremos que pedir uma CPI das telefonias e todos os órgãos que utilizam os postes para encher de cabos e fios? Isso é uma poluição visual. Toneladas de cabos jogados na linha dos postes”, criticou o deputado.
O parlamentar disse ser de responsabilidade municipal esse tipo de problema, acusando os vereadores de “omissão”, uma vez que há riscos à segurança pública, e mencionou um incidente recente em que um poste pegou fogo devido à sobrecarga de fios.
Sinésio também relembrou sua luta contra os medidores aéreos, mencionando a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazonas Energia realizada na Aleam, que resultou na proibição desses medidores na cidade. Segundo ele, a situação dos cabos e fios nos postes é um desrespeito ao cidadão manauara e exige ação urgente.
O parlamentar afirmou que está encaminhando a questão à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para serem tomadas as providências cabíveis.
“Vou cobrar providências da ANEEL. Essas empresas têm que ter a capacidade técnica de não deixar cabos e mais cabos nos postes de energia. Manaus, uma cidade referência com o Polo Industrial e o município que mais cresce na Amazônia, merece um projeto para enterrar esses cabos. Isso aqui ninguém pode aceitar e tem que ser pauta dos candidatos”, salientou Sinésio.
O deputado Ednailson Rozenha (PMB) concordou com o colega e também enfatizou que a gestão da Amazonas Energia deixou uma herança problemática com os medidores aéreos.
“O Amazonas é refém de uma empresa que passou anos vilipendiando o consumidor amazonense e desrespeitando a Justiça e a esta Casa”, frisou Rozenha.
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