(Foto: Mauro Neto /Secom)
Manaus (AM) – Diferenças regionais, hábitos de consumo e a estrutura econômica local ajudam a explicar por que o custo de vida varia tanto entre as regiões do Brasil. No Norte, despesas essenciais como moradia, supermercado e contas recorrentes comprometem uma fatia significativa do orçamento familiar, tornando o planejamento financeiro um desafio constante para a população.
No Amazonas, o custo de vida médio mensal é de R$ 2.990, considerando gastos com moradia, contas fixas, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e cuidados pessoais. O valor fica abaixo da média nacional, que é de R$ 3.520, segundo a pesquisa Custo de Vida no Brasil, realizada pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.
Entre os principais gastos dos amazonenses, as compras em supermercados lideram, com média mensal de R$ 740, seguidas pelas contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, que somam cerca de R$ 570. As despesas com transporte e mobilidade chegam a R$ 320, enquanto os gastos com lazer alcançam R$ 270. Já as compras em geral, que incluem itens como roupas, cosméticos e produtos para pets, representam cerca de R$ 400 por mês.
Quando o assunto é moradia, o Norte registra gasto médio mensal de R$ 1.020, abaixo da média nacional de R$ 1.100. O maior valor do país é observado na região Sul, com R$ 1.310, enquanto o Nordeste apresenta o menor custo, de R$ 800.
As variações regionais indicam que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local. Em regiões onde os preços são mais elevados, as despesas essenciais passam a consumir uma parcela ainda maior da renda disponível.
No Brasil, supermercado, contas recorrentes e moradia concentram 57% do orçamento mensal, sendo também as despesas consideradas mais difíceis de manter em dia. Apesar disso, apenas 19% dos brasileiros afirmam achar fácil gerenciar pagamentos e gastos do dia a dia. No Norte, esse percentual cai para 14%, evidenciando maior dificuldade no controle financeiro.
Outros gastos também apresentam variações significativas. No transporte, o brasileiro desembolsa, em média, R$ 350 por mês, enquanto no Norte o valor gira em torno de R$ 320. As despesas com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540, mas caem para R$ 460 entre os nortistas. Já os gastos com educação no Norte ficam em R$ 420, bem abaixo da média brasileira de R$ 620.
Mesmo com o peso do custo de vida, mudar de cidade não aparece como solução para a maioria da população. Apenas 1 em cada 10 brasileiros considera se mudar em 2026 com o objetivo de reduzir despesas.
Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica. A média de gastos dos brasileiros ainda é maior que o salário-mínimo projetado, o que evidencia a necessidade de planejamento financeiro, controle das despesas e atenção ao orçamento para evitar o endividamento.
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