Manaus, 27 de julho de 2026
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Destaques

Taxa de desemprego cresce no Amazonas, segundo dados do IBGE

A informação consta nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Foto: Márcio James/Arquivo Semcom

O Amazonas está entre os 14 Estados que tiveram crescimento na taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. O índice saiu de 13,9% no ano passado para 14,9% neste ano. Isso representa um total de 293 mil pessoas desempregadas. A informação consta nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD-C), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11/7). Nesse levantamento, também registraram alta na taxa os estados de Roraima (de 10,3% para 15%), Acre (de 14,4% para 18%), e Santa Catarina (de 6,5% para 7,2%). Nas outras 13 unidades, a taxa manteve-se estável.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2018, no entanto, apenas quatro unidades da Federação tiveram aumento da taxa de desemprego. As maiores altas da taxa de desemprego foram observadas no Acre (de 14,4% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

Já os estados que tiveram queda na taxa, nesse tipo de comparação, foram Pernambuco (de 17,7% para 16,1%), Minas Gerais (de 12,6% para 11,2%) e Ceará (de 12,8% para 11,4%).

Subutilização

O Amazonas também figura entre os estados com alto índice na taxa de subutilização, que são aqueles que estão desempregados, ou trabalham menos do que poderiam ou estavam disponíveis para trabalhar mas não conseguiram procurar emprego, esse índice no Estado cresceu 29,2%.

A taxa de subutilização do primeiro trimestre foi a maior dos últimos levantamentos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 das 27 unidades da Federação.
As maiores taxas foram observadas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e a taxa média de subutilização no país foi de 25%, também a maior da série histórica.
Os maiores contingentes de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no primeiro trimestre deste ano foram registrados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).
Os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada estavam em Santa Catarina (88,1%), no Rio Grande do Sul (83,2%) e Rio de Janeiro (81,8%) e os menores, no Maranhão (50,3%), Piauí (52,5%) e Pará (53,0%).
As maiores proporções de trabalhadores sem carteira foram observadas no Maranhão (49,5%), Piauí (47,8%) e Pará (46,4%), e as menores, em Santa Catarina (13,2%), no Rio Grande do Sul (18,0%) e Rio de Janeiro (18,4%).
Em relação ao tempo de procura de emprego no Brasil, 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.