(Foto: Divulgação/ Polícia Militar do RJ)
RIO DE JANEIRO, RJ – Dois trabalhadores morreram e outro ficou ferido durante os confrontos que ocorreram ontem entre policiais militares e bandidos em diferentes pontos da cidade do Rio de Janeiro. Ao todo, 18 pessoas foram baleadas e nove suspeitos morreram nos tiroteios.
As trocas de tiros ocorreram nos bairros de Vicente de Carvalho, na zona norte, e nos morros dos Prazeres e Providência, na região central. O vigilante Denis Francisco Paes, 46, morador do morro dos Prazeres, foi atingido na perna, socorrido para o hospital Souza Aguiar, no centro, mas não resistiu.
Segundo o filho dele, Bruno Vieira Paes, 19, os médicos informaram que o paciente foi atingido na veia femoral e apresentou hemorragia. Denis passou por cirurgia, mas morreu na unidade. De acordo com o filho, os policiais estavam escondidos na comunidade e saíram atirando em direção a uma boca de fumo na favela.
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Denis deixa sete filhos, cinco moravam com eles: Bruno e outros quatro filhos com idade entre 7 e 14 anos.
Vítimas e resposta da PM
No confronto, uma caixa de supermercado que estava em uma van que passava próximo ao morro dos Prazeres também foi baleada. Bruna Barros Viana, 39, foi atingida no pescoço e também foi socorrida para o Souza Aguiar, onde está internada. A família chegou a relatar que a caixa de supermercado não sentia o corpo do pescoço para baixo. No entanto, nesta manhã, a irmã dela, Danielle Barros, disse ao UOL que a irmã começou a reagir.
Procurada, a PM informou que policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foram atacados no local, o que deu início a um dos tiroteios registrados. Dois suspeitos foram feridos na ação e morreram. Um deles era conhecido como “Marcelinho dos Prazeres”, líder do crime organizado na comunidade.
De acordo com a corporação, posteriormente, outras cinco pessoas deram entrada no Hospital Souza Aguiar, no Centro. “Foram apreendidos um fuzil, uma pistola calibre 9 mm, dois carregadores, munições, três rádios comunicadores, além de entorpecentes. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital”.
Outra vítima dos tiroteios
Outro trabalhador, um marceneiro, também morreu durante troca de tiros entre PMs e criminosos. Germeson de Souza era morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e estava a caminho do trabalho quando foi atingido na passarela que corta a avenida Pastor Martin Luther King Jr, próximo ao morro do Juramento, no bairro de Vicente de Carvalho, na zona norte da cidade. Ele foi levado para o hospital Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu.
No local, seis suspeitos morreram. Procurada, a PM informou que policiais do batalhão de Irajá foram atacados ontem por criminosos armados que atravessavam uma passarela no bairro, o que deu início ao confronto armado
“Após cessar o confronto, quatro fuzis, quatro pistolas, uma granada e entorpecentes foram apreendidos. Dez indivíduos foram localizados feridos e socorridos ao Hospital Estadual Carlos Chagas e Hospital Municipal Salgado Filho.”
A corporação não deu informações sobre os demais feridos na ação.
(*) Com informações da Folhapress





