Manaus, 6 de novembro de 2026
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Manaus, 6 de novembro de 2026

Economia

Tomate ultrapassa R$ 22 o quilo e assusta consumidores em Manaus

Alta dos hortifrútis pressiona comerciantes e consumidores; chuvas em regiões produtoras, problemas nas lavouras e redução da oferta ajudam a explicar a valorização do produto.

Quilo do tomate ultrapassa R$ 22 em estabelecimentos de Manaus e pesa no orçamento das famílias (Foto: redes sociais)

Manaus (AM) – Fazer compras nos mercados e feiras de Manaus está pesando cada vez mais no orçamento das famílias. Um dos produtos que mais chamam a atenção é o tomate, cujo quilo já ultrapassa R$ 22 em alguns estabelecimentos da capital. A alta também é percebida por comerciantes do ramo alimentício, que relatam aumento nos preços de frutas, verduras e hortaliças.

O encarecimento dos produtos hortifrutigranjeiros preocupa tanto quem trabalha com a comercialização quanto os consumidores que precisam adaptar a lista de compras. Ingredientes comuns na alimentação diária estão ficando mais caros, obrigando famílias a reduzir quantidades, substituir produtos ou pesquisar preços antes de comprar.

Tomate se torna um dos vilões das compras

O tomate está entre os alimentos que mais pressionam o orçamento neste período. Muito utilizado em saladas, molhos e no preparo de refeições, o produto passou a ser encontrado por valores superiores a R$ 22 o quilo em pontos de venda de Manaus.

A situação não se restringe à capital amazonense. Dados nacionais divulgados pelo IBGE mostram que o tomate teve aumento de 37,76% em setembro, após três meses de queda nos preços da alimentação consumida em casa. O instituto relacionou a elevação à redução da oferta provocada por condições climáticas desfavoráveis.

Chuvas prejudicam produção e oferta

Um dos fatores que ajudam a explicar a alta é o impacto das condições climáticas nas regiões produtoras. Chuvas intensas podem prejudicar a qualidade dos frutos, dificultar a colheita e favorecer o aparecimento de doenças nas plantações.

Levantamento sobre o mercado de hortifrúti publicado em novembro aponta que problemas nas lavouras, incluindo doenças bacterianas, contribuíram para reduzir a disponibilidade de tomates e pressionar os preços.

Além disso, o tomate é um produto bastante sensível às condições de cultivo e ao transporte. Quando a oferta diminui, os custos de aquisição e distribuição podem aumentar, refletindo no preço final pago pelo consumidor.

Alta dos hortifrútis preocupa comerciantes e consumidores que frequentam feiras e supermercados da capital. (Foto: redes sociais)

Alta também preocupa comerciantes

Em Manaus, empresários do ramo alimentício observam a elevação dos preços de frutas, verduras e hortaliças. A oscilação dificulta o planejamento das compras e pode reduzir as margens de lucro dos estabelecimentos, especialmente daqueles que dependem desses produtos diariamente.

Restaurantes, lanchonetes, feirantes e pequenos comerciantes também precisam lidar com a variação dos custos. Para manter os preços dos pratos e produtos, alguns negócios podem rever fornecedores, ajustar quantidades ou substituir ingredientes.

Quilo do tomate ultrapassa R$ 22 em estabelecimentos de Manaus e pesa no orçamento das famílias (Foto: redes sociais)

Pesquisa de preços pode ajudar o consumidor

Levantamentos do Procon Manaus mostram que os valores dos alimentos podem variar significativamente entre estabelecimentos. Em setembro de 2026, por exemplo, a pesquisa mensal da cesta básica identificou diferença de R$ 70,89 entre o menor e o maior valor total encontrado nos supermercados pesquisados.

Diante das oscilações, a orientação é comparar preços em diferentes estabelecimentos, observar ofertas e avaliar produtos da estação que possam substituir temporariamente os alimentos mais caros.

Enquanto os preços não recuam, o tomate e outros hortifrútis seguem como motivo de preocupação para comerciantes e consumidores, que precisam reorganizar as compras para equilibrar a alimentação e o orçamento doméstico.

Alta dos hortifrútis preocupa comerciantes e consumidores que frequentam feiras e supermercados da capital. (Foto: redes sociais)

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