Manaus, 20 de agosto de 2026
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Manaus, 20 de agosto de 2026

Cidades

Trabalhadores rejeitam reajuste de 3% e paralisam rotas do Distrito Industrial

Categoria cobra aumento salarial, redução da jornada e melhorias no auxílio-alimentação; mobilização afeta deslocamento de funcionários em Manaus

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(Foto: Divulgação/Leitores do Portal AM1)

Manaus (AM) –  As rotas de transporte especial que atendem trabalhadores do Distrito Industrial de Manaus amanheceram paralisadas nesta quinta-feira (20), após a categoria rejeitar uma proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelas empresas. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) e atinge diferentes pontos da capita.

A paralisação começou nas primeiras horas da manhã e provocou impactos no deslocamento de trabalhadores que dependem do transporte especial para chegar às fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Além do reajuste salarial, os trabalhadores reivindicam redução da jornada de trabalho, concessão e aumento do auxílio-alimentação ou lanche e melhorias nas condições de trabalho. A categoria considera insuficiente a proposta de 3% apresentada pelas empresas.

Do outro lado da negociação está o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran), que representa as empresas responsáveis pelo serviço.

Paralisação atinge diferentes pontos

Segundo o Sindespecial, os trabalhadores estão mobilizados em 12 pontos de Manaus.

Na Zona Sul e na Zona Leste, há concentração na Avenida Grande Circular, Bola da Suframa e Bola da Samsung. Na Zona Norte, a mobilização alcança as avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós. Já nas zonas Oeste e Centro-Oeste, os atos ocorrem na Avenida Pedro Teixeira, próximo ao Sambódromo, e na cabeceira da Ponte Rio Negro.

A interrupção pegou parte dos funcionários de surpresa. Trabalhadores relataram dificuldades para chegar às empresas e aguardavam orientações sobre alternativas de transporte.

Um trabalhador ouvido durante a mobilização afirmou que a categoria pretende manter o movimento enquanto não houver avanço nas negociações.

Negociação trava

A paralisação ocorre em meio ao impasse entre trabalhadores e empresas sobre o reajuste e os benefícios da categoria.

Para os trabalhadores, o percentual de 3% não atende às reivindicações. Além da questão salarial, a categoria quer mudanças na jornada e nos benefícios oferecidos pelas empresas.

O movimento pode provocar novos impactos ao longo do dia, principalmente nos horários de entrada e saída das fábricas do Distrito Industrial.

A categoria aguarda uma nova proposta para decidir os próximos passos da mobilização.

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