Tropas de Putin mataram mais de 10 mil pessoas em Mariupol, afirma prefeito

Bombardeada há semanas, a cidade no sul do país é estratégica para Moscou por ser parte importante da construção de uma ponte terrestre ligando a península da Crimeia ao leste russo da Ucrânia.
DA REDAÇÃO – PORTAL AM1
Publicado em 11/04/2022 15:12
Foto: Agência Brasil

O prefeito da cidade portuária ucraniana de Mariupol disse nesta segunda-feira, 11, que mais de 10 mil civis morreram no cerco russo da cidade, e que o número de mortos pode ultrapassar 20 mil, com cadáveres que “formaram um tapete nas ruas”. A cidade possuía 400 mil habitantes antes da guerra e, até o momento, cerca de 100 mil permanecem.

Em entrevista à Associated Press, o prefeito, Vadim Boichenko, também afirmou que os russos levaram equipamentos móveis de cremação à cidade para descartar os corpos. Além disso, ele voltou a afirmar que as forças russas se recusaram a permitir a entrada de comboios humanitários na cidade, na tentativa de esconder o massacre.

Foto reprodução

Os comentários do prefeito foram feitos no momento em que Denis Pushilin, líder dos separatistas pró-Rússia na região de Donetsk, no Donbas, porção leste do território da Ucrânia, afirmou que o grupo agora detém controle do porto de Mariupol. A declaração foi dada à agência de notícias russa RIA, mas não pôde ser confirmada de maneira independente.

Bombardeada há semanas, a cidade no sul do país é estratégica para Moscou por ser parte importante da construção de uma ponte terrestre ligando a península da Crimeia ao leste russo da Ucrânia.

Na semana passada, a Rússia afirmou que havia derrotado o exército ucraniano na cidade, mas a Ucrânia negou e disse que os combatentes resistem até o momento.

Com a resistência em Mariupol, há o temor de que os russos utilizem munições de fósforo para tomar o poder. Esse alerta foi feito pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que apontou para o uso anterior de tais armas pelos russos na região de Donetsk. Em resposta, a Rússia disse que “nunca violou convenções internacionais”.

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