Deputados federais não assinam PEC anti-privilégios - Foto: (Reprodução/ @faustojram/ @depsilascamara/ Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Brasília (DF) – Uma Proposta de Emenda à Constituição que corta benefícios extras concedidos aos Três Poderes está sendo alvo de discussão no Congresso Nacional. O texto é do deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil – SP) e tem o objetivo de eliminar as regalias das autoridades, inclusive de deputados e senadores.
Oficialmente, o parlamentar solicita assinaturas desde janeiro deste ano para que o texto tramite na Casa Baixa. Até o momento, 157 deputados apoiam a proposta. Dos oito representantes do Amazonas, assinaram o documento até a publicação de Kim: Sidney Leite (PSD), Capitão Alberto Neto (PL) e Pauderney Avelino.
A PEC prevê o corte de auxílios especiais, passagens pagas com recurso público e supersalários. Além disso, o texto exige a divulgação das regalias recebidas pelas autoridades.
Nas redes sociais, amazonenses pressionam pela assinatura dos deputados federais:
Todos os parlamentares que não estavam marcados na publicação do deputado federal foram questionados pela reportagem.
Nos comentários, a população cobra uma atuação da bancada, principalmente dos deputados federais Silas Câmara (Republicanos) e Amom Mandel (Cidadania). Após a publicação, Mandel e Átila Lins assinaram ao documento.
Em 2025, quanto gastou a bancada federal?
No último semestre, a bancada do amazonas gastou R$ 1,8 milhão com serviços como divulgação de atividade parlamentar, locação de veículos, passagens, combustíveis e outras questões relacionadas ao trabalho legislativo. Os dados estão disponíveis no Portal da Câmara dos Deputados.
O deputado federal Adail Filho (Republicanos), utilizou cerca de R$ 275 mil da cota parlamentar. Somente com a divulgação do mandato, o valor gasto foi de R$ 190 mil, divididos entre as empresas Animação Promoções e Publicidade Ltda e Elzanira Soares da Silva Ltda (Intermedia Via Online Brasil). Em passagens aéreas, os gastos declarados somam R$ 21 mil.
O cientista político Valdir Pucci, destaca que a proposta é um avanço pois trás uma equiparação entre os servidores públicos e privados, retirando os privilégios. Mas, é possível perceber dois cenários, do da massa e o das associações que não querem a aprovação da medida.
“Internamente, haverá grupos de pressão, sim, que farão trabalho contrário à proposta de emenda da Constituição e que muitos parlamentares irão ouvir esses grupos de pressão dentro dessa perspectiva. Temos que lembrar que também, nesse caso, os parlamentares estariam cortando da sua própria carne, o que não é tão fácil de ser visto,” disse o especialista.
O texto ainda precisa de 14 assinaturas para alcançar o mínimo estabelecido pela Câmara. Após protocolado, a Emenda deve ser votada na Casa Baixa e no Senado Federal. Após
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