Baixa do rio Negro expõe resíduos acumulados nas margens do Mirante Lúcia Almeida, no Centro de Manaus. (Foto: Luiz André Nascimento) )
Na quarta-feira (4), o rio Negro registrou a cota de 16,50 metros, conforme dados da Defesa Civil. Com o recuo da água, áreas antes submersas passaram a revelar a quantidade de resíduos acumulados nas margens.
A situação chama a atenção principalmente por envolver um ponto de visitação turística, frequentado por moradores e pessoas de outras regiões do país. Além do impacto visual, o lixo exposto reforça a preocupação com o descarte inadequado de resíduos e a necessidade de ações permanentes de limpeza.
Turistas apontam falta de conscientização e lixeiras
A presença de resíduos nas margens do rio também levanta questionamentos sobre a estrutura oferecida aos visitantes para o descarte correto do lixo.

Lixo acumulado nas margens contrasta com a paisagem do Mirante Lúcia Almeida (Foto: Luiz André Nascimento)
A assistente social Zilmara Batista, de 48 anos, moradora do bairro Compensa, na zona Oeste de Manaus, destacou que a responsabilidade pela conservação dos espaços públicos deve ser compartilhada entre a população e o poder público. Ela também apontou a necessidade de mais lixeiras na cidade.
“O que falta é uma consciência ambiental para a população, porque depende muito de nós fazermos o certo. E a prefeitura, no caso, teria que colocar mais lixeiras, pois tem pouquíssimas lixeiras na cidade. Se não tiver lixeiras, a cidade vai continuar assim, infelizmente, cheia de lixos expostos, e os turistas, quando vêm para a cidade, não vão achar uma cidade adequada para retornar novamente”, disse.
O turista Raul Fagundes, de 45 anos, que visitou a região Norte pela primeira vez, chamou atenção para a importância da conscientização ambiental e do cuidado com a natureza.
“A gente que vem como turista por meio de barco, apreciando as belezas da natureza, às vezes chega em certas situações e percebe algum descaso. Inclusive, o motivo de uma visita aqui é porque eu vi uma menina indígena da região conscientizando sobre a natureza, sobre as questões indígenas, sobre o cuidado. Acho que falta conscientizar mais a população a tomar conta do seu próprio lixo. Fazer a nossa parte”, afirmou.

Resíduos plásticos ficam expostos com a vazante do rio Negro, em Manaus (Foto: Luiz André Nascimento)
Já o carioca Júlio Loiola, de 50 anos, avaliou que o acúmulo de resíduos em uma área turística prejudica a imagem de Manaus diante de quem visita a capital.
“É muito acentuado e realmente configura um pouco da falta de cuidado. Quem observa vê que está tendo um descaso com a limpeza. Até mesmo por se tratar de um ponto turístico, causa uma má impressão enorme para a cidade”, ressaltou.
Limpeza das margens exige atenção durante a vazante
A exposição do lixo durante a descida do rio Negro evidencia a necessidade de atenção às margens e aos espaços públicos próximos à orla. A retirada dos resíduos é importante para evitar que materiais descartados irregularmente voltem a ser levados pela água quando o nível do rio subir.
A situação também reforça a importância de campanhas de educação ambiental, instalação de lixeiras e fiscalização contra o descarte irregular.
A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) é responsável pelos serviços de limpeza pública na capital. O Portal AM1 busca esclarecimentos sobre possíveis ações de limpeza e reforço dos serviços na área do Mirante Lúcia Almeida.





