Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Vereador diz que mudança na escala 6×1 pode gerar prejuízo à cadeia produtiva da Zona Franca

O parlamentar questionou possíveis impactos econômicos e produtivos da proposta durante sessão na Câmara Municipal de Manaus.

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(Foto: Emerson Lamego/Assessoria)

Manaus (AM) – O vereador Coronel Rosses (PL) levantou questionamentos sobre possíveis impactos econômicos na Zona Franca de Manaus caso avance no país a proposta de mudança na escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita durante sessão plenária realizada na última quarta-feira (11) na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

O vereador afirmou que uma das preocupações é compreender quais seriam os reflexos econômicos e sociais para o polo industrial caso a proposta de mudança na jornada de trabalho avance no país.

Segundo ele, ainda não está claro quais impactos a medida poderia gerar para a produção e para o funcionamento das empresas instaladas na Zona Franca de Manaus.

“Mas o que a gente queria entender, é que tipo de impacto e efeito econômico, social, produtivo, terá ou teria a Zona Franca de Manaus, poderia acarretar, caso o governo federal consiga aprovar essa mudança de escala 6 por 1”, questionou o parlamentar.

Em outro trecho do pronunciamento, Rosses afirmou que não é contrário à realização de estudos sobre possíveis mudanças na jornada de trabalho, mas criticou a possibilidade de que a alteração seja implementada sem uma análise aprofundada dos impactos para a economia local.

“Eu sei, não sou contra esse estudo do impacto da escala, mas trocar isso a toque de caixa, como a atual gestão do governo federal quer, eu acredito que isso acarretaria, principalmente na cadeia produtiva da Zona Franca de Manaus, num prejuízo muito exorbitante”, afirmou.

Segundo o parlamentar, uma eventual mudança no modelo atual poderia comprometer a competitividade das empresas instaladas no polo industrial.

“Talvez a gente não conseguisse ter mais o preço competitivo que a gente tem por conta de isenção de tributos e impostos que nós temos”, completou.

Logo após o pronunciamento do vereador, o superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, afirmou que a autarquia já iniciou um estudo para avaliar os possíveis impactos da escala de trabalho 6×1 no polo industrial. Segundo ele, a análise ainda está em andamento e, por isso, os resultados não foram divulgados.

De acordo com Saraiva, o levantamento é conduzido por um grupo de trabalho coordenado pelo economista Patry Boscá dentro da instituição.

“Coronel Rosses não está mais aqui, mas eu quero informar a ele que nós estamos fazendo um estudo. O economista Patry Boscá está presidindo um grupo de trabalho na Suframa que está analisando o impacto da escala 6×1 no Polo Industrial de Manaus”, afirmou.

O superintendente explicou ainda que o estudo não foi apresentado publicamente porque ainda não foi concluído.

“Ainda não está concluído e nós não estamos anunciando porque o levantamento segue em andamento neste momento”, acrescentou.

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