Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Vídeo de pai desesperado não tem relação com vacina contra a covid-19

O incidente ocorreu em Manaus, em fevereiro de 2019, antes da pandemia do coronavírus. 

Vídeo de pai desesperado não tem relação com vacina contra a covid-19

Foto: Reprodução/Vídeo

MANAUS, AM – Um vídeo que está circulando nas redes sociais, mostra um pai desesperado com diversas legendas falsas relacionadas à vacina contra a covid-19. Nelas, internautas afirmam que o homem se desesperou após a morte do seu filho ter morrido devido à vacinação que causou efeito adverso grave na Paraíba.

Foto: Reprodução: Redes sociais

Entretanto, o incidente ocorreu em Manaus, capital do Amazonas, em fevereiro de 2019, antes da pandemia do coronavírus. 

A mulher, identificada como Ila Arantes Fernandes, de 35 anos, estava grávida de oito meses e foi levada até a Maternidade Estadual Balbina Mestrinho. Mãe e filho morreram.

Leia mais aqui: Servidores denunciaram maternidade em que mãe e bebê morreram

Ilda chegou na maternidade na quinta-feira com hemorragia e fortes dores, mas só foi atendida na sexta-feira, 24 horas depois, por falta de leito, de acordo com a família. A Secretária de Estado de Saúde (Susam) negou a falta de leitos ou falta de assistência à gestante.

No sábado, Ilda teve descolamento prematuro de placenta e durante a cesariana, o bebê morreu. A mãe teve forte hemorragia, tendo sido submetida a transfusão de sangue. Em seguida, foi encaminha à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não resistiu, indo a óbito após três paradas cardíacas. Ilda era casada e deixou três filhos. 

O marido, abalado com a perda repentina, se revoltou com a situação e cobrou explicações dos funcionários do hospital. De acordo com a Susam, no momento em que recebeu a notícia das perdas da mãe e do bebê, o pai da criança ficou transtornado e tentou quebrar a máquina de lanche e outros objetos da recepção da maternidade. Ele foi levado para fora na maternidade por seguranças do local.

Familiares relataram que a mãe não prestou atendimento psicológico no Serviço Social. Susam negou, afirmando que o serviço social prestou assistência à família, incluindo locomoção para a resolutividade dos trâmites póstumos.

Dias depois do ocorrido, funcionários da maternidade denunciaram à imprensa a falta de condições de trabalho e péssima estrutura local.

Veja vídeo abaixo:

vacina