(Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)
Brasília (DF) – Durante a realização da primeira audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai investigar invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Câmara dos Deputados, o deputado federal do Pará, delegado Éder Mauro (PL), chamou o movimento político de “movimento de marginais”.
Segundo o parlamentar de direita, a CPI do MST “vai apurar situações de um grupo que não é um movimento social, mas sim um movimento de marginais que invadem, quebram e põem fogo em sede de fazendas e matam animais”.
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Durante a fala de Éder Mauro, ele chegou a ser interrompido pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), ligado ao MST, que afirmou que não aceitaria ser chamado de marginal.
“Eu não admito isso. Eu sou deputado como todos aqui. Não sou marginal”, rebateu Valmir, dando tapas na mesa, enquanto as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ), chamavam Éder Mauro de torturador.
Bandido e marginal
O bate-boca também envolveu o ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), após o paulista ser chamado de “bandido” e “marginal” por Talíria Petrone, enquanto a parlamentar fazia o uso de seu tempo para falar sobre acusações na Justiça contra ele quando ministro de Jair Bolsonaro.
Após as ofensas, Salles afirmou que irá recorrer por meio de representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a parlamentar.





