(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Uma reportagem do Fantástico, exibida no último domingo (7), trouxe novas imagens de Benício Xavier, de 6 anos, chegando ao Hospital Santa Júlia acompanhado dos pais e caminhando pelos corredores da unidade antes de receber atendimento. As cenas reforçam a linha do tempo dos atendimentos realizados no dia em que o menino recebeu uma dose intravenosa de adrenalina, procedimento que resultou em sua morte horas depois.
O pai de Benício, Bruno Mello de Freitas, concedeu entrevista ao programa e relembrou como foram os últimos momentos ao lado do filho. Depois da consulta com a pediatra Juliana Brasil, a família seguiu para a área de medicação, onde a técnica de enfermagem Raíza Bentes aplicou o medicamento. Pouco depois da administração da adrenalina, a criança apresentou mal-estar e precisou ser levada à sala vermelha. Com o agravamento do quadro, Benício foi transferido para a UTI, ainda consciente, segundo o pai.
Bruno recorda que o filho pediu água várias vezes, jantou e conversou com ele antes de começar a apresentar sinais de cansaço extremo e dificuldade respiratória. A equipe médica tentou estabilizar a respiração para evitar a intubação, mas, diante da piora, o menino passou por três tentativas de intubação ao longo da noite. Durante os procedimentos, sofreu seis paradas cardíacas — três delas testemunhadas pelo pai dentro da UTI. Benício morreu às 2h55 do dia 23 de novembro.
Em meio às repercussões, o Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) decidiu suspender cautelarmente o registro profissional da técnica de enfermagem Raíza Bentes Paiva. A Câmara de Ética acatou o parecer da relatora, que apontou a extrema gravidade do caso e recomendou a abertura de processo ético.
A técnica e a médica já fizeram acareação. Outras testemunhas já foram ouvidas e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
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