Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Wilson amarra Tadeu ao PP para não entregar o governo de bandeja a David Almeida

Vice-governador trocou o Avante pelo PP, movimento que fortalece o projeto de Wilson Lima ao Senado, blinda a máquina estadual e mantém David Almeida sob vigilância — enquanto Omar Aziz observa o tabuleiro perder peças.

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(Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom)

Manaus (AM) – O tabuleiro político do Amazonas começou a se mexer — e Wilson Lima jogou primeiro. O vice-governador Tadeu de Souza se filiou ao Progressistas (PP) nessa quarta-feira (11), em Brasília.

A mudança não é um mero rearranjo partidário — é estratégia pura. Ao levar Tadeu para o PP, Wilson pavimenta o caminho para disputar o Senado em 2026 sem correr o risco de deixar o Palácio do Governo sob controle irrestrito de David Almeida.

Publicamente, o governador segue fazendo o papel de quem “pensa em terminar o mandato”. Nos bastidores, porém, ninguém no meio político acredita nessa versão. Em todo o Brasil, a regra é clara: governador reeleito se desincompatibiliza para disputar o Senado, o vice assume o governo e tenta a reeleição. E no Amazonas isso é tradição. Foi assim antes — e tudo indica que será de novo.

Ao amarrar Tadeu ao PP, Wilson joga em duas frentes. De um lado, fortalece o grupo ligado a David Almeida, já que o prefeito é amigo pessoal de Tadeu e foi o responsável por indica-lo como vice-governador na chapa de Wilson em 2022. De outro, evita entregar a máquina pública “de mãos beijadas” prefeito que também é potencial adversário.

Tadeu estava no Avante, sigla presidida no Amazonas por David Almeida. Nesse cenário, caso Wilson saísse para o Senado, David teria controle quase total sobre o governo — e poderia até usar essa estrutura para disputar o próprio Palácio em 2026.

No PP, a lógica muda. Mesmo assumindo o governo, Tadeu agora está sob a órbita de Wilson, que se tornou uma espécie de “patrono” do partido no estado. A engrenagem política deve ficar mais equilibrada — ou, pelo menos, mais controlável para o atual governador.

Outro detalhe estratégico é a federação União Progressistas (UPB), oficializada em agosto de 2025, que liga PP e União Brasil. Isso mantém Tadeu politicamente amarrado a Wilson e seus aliados, reduzindo margens para aventuras solo.

Enquanto isso, do outro lado do ringue, o grupo de Omar Aziz (PSD) — apoiado por Eduardo Braga (MDB) e pelo PT de Lula — observa a movimentação com cautela. A ida de Tadeu ao PP ainda não o confirma na disputa, mas embaralha ainda mais o cenário para 2026.

Em resumo: Wilson não apenas mexeu uma peça. Ele pode ter redesenhado o tabuleiro inteiro.

Nota à imprensa

“O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, formalizou sua filiação ao partido Progressistas, em ato realizado em Brasília, na quarta-feira (11/02), na presença de lideranças estaduais e nacionais da Federação União Progressista.

O movimento integra a construção de uma frente ampla da centro-direita no Amazonas, pautada pelo encontro de ideias, responsabilidade institucional e defesa dos interesses do estado, sem distanciamento nem rompimento entre grupos políticos.

O momento exige mais pontes do que muros. Mais convergência do que confronto. Mais união que divisões. União para progredir e avançar. Sem rupturas.

Tadeu reafirma sua disposição de contribuir para um projeto coletivo, tendo como eixo central servir ao povo amazonense, fortalecer políticas públicas e dialogar com todos dispostos a somar a esse propósito.

Assessoria de Comunicação

Vice-governador Tadeu de Souza”

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