Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Wilson Lima diz que ‘Venezuela vive momento de esperança’ após ações dos EUA

Governador do Amazonas afirma que ação dos EUA pode abrir caminho para a retomada da democracia e da liberdade na Venezuela.

(Foto: Diego Peres/ Secom)

Manaus (AM) – O governador do Amazonas, Wilson Lima, se manifestou nas redes sociais na noite deste sábado (3) sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma ação militar ordenada pelos Estados Unidos. Em tom firme e ao mesmo tempo sensível, o governador destacou a expectativa de mudança vivida pelo povo venezuelano e os reflexos diretos dessa crise no Amazonas.

Wilson Lima afirmou que a Venezuela atravessa um momento de esperança, diante das ações que buscam responsabilizar um regime que, segundo ele, oprimiu a população por anos. O governador lembrou que o Amazonas foi um dos estados que mais acolheu venezuelanos que fugiram da fome, da violência e da ausência de liberdades básicas, ressaltando que muitos desses imigrantes acompanham os desdobramentos com a expectativa de dias melhores para seu país de origem.

“A Venezuela vive um momento de esperança diante das ações dos EUA em responsabilizar um regime que, há anos, oprime seu povo. Aqui no Amazonas, acolhemos milhares de venezuelanos que fugiram da fome, da violência e da falta de liberdade — e hoje vemos neles a expectativa de dias melhores para seu país. Desejo que a Venezuela e nossos irmãos venezuelanos possam rapidamente voltar a viver em uma democracia com liberdade, respeito aos direitos humanos e prosperidade”, declarou o governador.

Captura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante um ataque em larga escala que teria atingido Caracas e outras cidades venezuelanas. Trump também afirmou que os Estados Unidos irão assumir temporariamente a administração da Venezuela, até que, segundo ele, haja uma transição considerada segura.  Maduro e a esposa serão julgados em tribunais de justiça dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi.

O episódio gerou repercussão internacional e reações divergentes, enquanto autoridades venezuelanas classificaram a ação como uma violação da soberania do país. Até o momento, Trump não detalhou quanto tempo os EUA pretendem manter o controle administrativo nem quais serão os próximos passos do processo de transição.

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