(Foto: Diego Peres/ Secom)
Manaus (AM) – Ao encaminhar à Assembleia Legislativa a proposta de Orçamento de R$ 38 bilhões para 2026, o governador Wilson Lima recorreu a um argumento que chama atenção: a instabilidade geopolítica mundial, incluindo a guerra no Leste Europeu e os conflitos no Oriente Médio, como parte central da justificativa para o volume bilionário de recursos pretendidos.
Após a proposta ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na manhã desta quarta-feira (10). A mensagem encaminhada aos deputados, pelo chefe do Executivo justificava o volume de recursos com base no cenário de incertezas da economia mundial.
Segundo o governo, a proposta orçamentária foi elaborada em um contexto de instabilidade internacional, marcado por uma reconfiguração das cadeias globais de produção e por políticas de proteção adotadas por países como os Estados Unidos, que vêm estimulando a reindustrialização interna e reduzindo a dependência de insumos asiáticos.
Essas medidas, de acordo com a justificativa oficial, impactam diretamente o comércio internacional e as economias emergentes.
Outro fator citado pelo governador foi a instabilidade geopolítica, com destaque para os conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio, que têm provocado oscilações nos preços da energia, alimentos e insumos industriais, além de gerar incertezas sobre o fluxo de investimentos globais.
O texto ainda ressalta que a redução dos juros em economias avançadas, como os Estados Unidos, tende a estimular o crédito, os investimentos produtivos e a entrada de capitais em mercados emergentes.
No caso do Amazonas, o governo destacou que a economia estadual é fortemente dependente do Polo Industrial de Manaus (PIM), sendo sensível às variações do câmbio, da demanda interna e da política de juros.
Por isso, segundo a justificativa apresentada, os movimentos da economia internacional têm impacto direto sobre o desempenho do Estado.
Com base nesse conjunto de fatores, o Executivo estadual defendeu a necessidade de um orçamento robusto para 2026, com previsão de R$ 38 bilhões em receitas e despesas, visando garantir estabilidade fiscal e capacidade de resposta diante das oscilações do cenário econômico nacional e internacional.
Após a tramitação na Assembleia Legislativa, o projeto foi aprovado pelos deputados estaduais, consolidando o Orçamento de 2026 como o maior da história recente do Amazonas.
Valores do Orçamento de 2026 destacados pelo governador
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Receita total prevista: R$ 38,05 bilhões
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Repasses aos Poderes, Ministério Público, Defensoria e Municípios: R$ 8,2 bilhões
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Poderes, MP e Defensoria: R$ 3,3 bilhões
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Municípios: R$ 4,88 bilhões
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Serviços da dívida (interna e externa): R$ 2,51 bilhões
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Educação (SEDUC e CETAM): R$ 5,28 bilhões
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Ensino Superior (UEA): R$ 1,03 bilhão
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Saúde: R$ 4,58 bilhões
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Segurança Pública: R$ 3,43 bilhões
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Setor Primário: R$ 507 milhões
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Emendas Parlamentares: R$ 640 milhões
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