Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Prefeito Bi Garcia ainda não respondeu ao MP sobre cachê de Anitta

O cachê cobrado pela cantora foi 150% a mais do que "normal" pago em outras cidades brasileiras. MP segue investigando possíveis irregularidades

Valor gasto com show de Anitta foi de R$ 500 mil (Reprodução)

O procedimento instaurado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) que investiga a contratação da cantora Anitta por R$ 500 mil, para a Festa dos Visitantes, evento que antecede o Festival Folclórico de Parintins, ainda aguarda a resposta da prefeitura do município. O evento recebeu crítica nacional pelo gasto exorbitante com a atração após denúncia feita pelo Amazonas1.

De acordo com o Ministério Público, a prefeitura tem 15 dias úteis, a contar do recebimento da notificação, para enviar as informações sobre os contratos da festa. O executivo municipal recebeu a solicitação no dia 5 de julho e o prazo se encerra somente no próximo dia 30. A promotoria ainda espera pelos dados da prefeitura para tomar os procedimentos cabíveis.

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No levantamento realizado pelo Amazonas1, foi constatado que o cachê da cantora ficou 150% mais caro comparado a outras cidades brasileiras. A justificativa apresentada pelo prefeito, Bi Garcia, era a logística da região.

Entretanto, o fato foi contestado por empresários de eventos que explicaram que a distância e logística aumentam os valores dos shows na região Norte, com variação de até 30% de sobrepreço. A média cobrada por Anitta é de R$ 200 mil.

MP não interviu na realização da festa

Mesmo com a repercussão negativa do contrato, o Ministério Público não interviu no evento e justificou o aval para o pagamento de meio-milhão como ‘importante’ para Festa dos Visitantes, por ter um artista de renome internacional em Parintins.

No dia do evento, o órgão limitou-se apenas a pedir que a prefeitura não cobrasse da população um quilo de alimento em troca da pulseira que dava acesso à festa, já que era bancado com verba pública.

As investigações são coordenadas pela promotora Lilian Nara Pinheiro de Almeida, titular da 2ª PJ de Parintins.

Contratação de local suspeita

No mesmo procedimento, o MP também apura a legalidade na contratação do local e da infraestrutura usada para realização da festa. Isso porque o mesmo local da realização do evento atual, foi cedido à Prefeitura para festa de 2018, e, em contrapartida à cessão, foram realizadas obras de infraestrutura no terreno, que é de propriedade particular.