Manaus, 26 de julho de 2026
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Manaus, 26 de julho de 2026

Economia

Comércio em áreas distantes do Centro cresce na capital

Com o aumento das opções de serviços em áreas como as zona Norte e Leste, população está deixando de procurar o Centro; CDL vê como positiva a iniciativa

O número de polos de comércio nos bairros mais afastados do Centro de Manaus se intensificou nos últimos anos. Esse movimento se reveste em comodidade para moradores das zonas Norte a Leste da cidade, pois não é mais preciso percorrer longas distâncias para fazer as compras mensais.

Conforme o presidente do Centro de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, esse movimento também é positivo do ponto de vista dos varejistas.

Na feira do Manôa, na zona Norte, Thayna Tavares, 22, trabalha como vendedora em uma loja de assistência técnica de celular e afirma que os preços são menores por ali, em comparação com o que é praticado no Centro.

“Roupa, sapato e outros itens aqui tem muita promoção. Na loja ao lado da nossa, a bermuda masculina está saindo a R$ 10, tem blusa feminina de R$ 15”, exemplificou.

Ainda no Manôa, Ligiane Valente, 28, diz que aproximadamente há oito anos, o comércio naquela área se intensificou.

“Não é preciso gastar com transporte porque aqui a gente encontra roupa, sapato, conserto de celular, aparelho eletrônico, alimentação. Aqui tem tudo com um preço bem em conta”, afirmou Valente, que mora no bairro há 26 anos.

Variedades na zona Leste

Já na zona Leste, o aposentado José Gonçalves, 70, disse que basta ir à feira do São José que ele encontra todos os itens das suas compras mensais. “Essa feira aqui, aos domingos, você não consegue passar de tanta gente que vem”, comentou Gonçalves.

Ele garante que há uma variedade de coisas para vender e os preços são acessíveis, além de a área possuir supermercado, feira livre e lojas de material esportivo. “Acho que no Centro não tem uma variedade tão grande de material esportivo quanto aqui”, disse o aposentado.

Preço dos produtos e proximidade da residência são alguns dos motivos para o consumidor preferir comprar perto de casa (Foto: Carlos Bolívar/Amazonas1)

Observar esse movimento foi fundamental para Márcia Regina escolher a localização das suas lojas. “Dentro de cada zona da cidade tem um centro comercial, na Zona Leste fica na Grande Circular e na área do bairro do Mutirão”, disse a empresária.

Para ela, a localização foi decisiva para a escolha o ponto das minhas duas lojas especializadas. Uma fica no Tancredo e a outra no São José”, disse a empresária do ramos de artigos para aniversários e festas.

Para o presidente do CDL, a descentralização é um caminho natural e à medida que cresce a população dos bairros mais distantes do Centro, os lojistas vão em busca desse público.

“Mas o Centro não é deixado de mão. Há pessoas que saem do seu bairro de moradia, onde tem tudo, e vão também até os shoppings porque querem ver as novidades”, defende Assayag.

Ele também informou que cerca de 70 a 75 mil pessoas vão ao Centro de Manaus para fazer compras.