Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Servidores protestam contra medidas do governo do Estado

Aproximadamente 400 servidores públicos do estado do Amazonas estão realizando uma manifestação em frente à sede do Governo

Várias categorias foram para a sede do governo protestar contra a lei que congela os salários dos funcionários públicos. (Gabriel Ricardo/Amazonas1)

Desde às 7h da manhã desta quarta-feira, 24, aproximadamente 400 servidores públicos do estado do Amazonas estão realizando uma manifestação em frente à sede do Governo, na avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus, em protesto contra a Lei 198/2019 que congela o salário dos servidores.

Na tarde de terça-feira, 22, a categoria já manifestava o indicativo de paralisação. Segundo o coordenador financeiro do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), professor Alberto Lambet, a Lei, que foi aprovada por 13 votos na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), não foi acordada e nem o contou com a participação dos representantes sindicais do Estado.

“Nós estamos nessa luta unificada com todos os servidores do Estado, todas as categorias e queremos que o governador nos atenda e revogue essa Lei que prejudica, e muito, nossa classe. Lembrando que ela não foi, em nenhum momento, acordada com as categorias. Wilson Lima não nos recebeu e ela simplesmente foi aprovada”, declarou Lambert, que comunicou que a categoria rodoviária de Manaus, na presidência de Givancir Oliveira, também irá se juntar a greve e está à disposição dos servidores.

“Essa é uma Lei que não atinge somente aos servidores públicos, mas a todos os trabalhadores do Amazonas, pois influencia na arrecadação. Por isso, o presidente Ginvancir, da categoria rodoviária de Manaus, comunicou que estará à disposição e que os rodoviários se juntarão ao Ato Público”, finalizou.

Governo se defende

Por volta das 9h30, os representantes dos servidores públicos se reuniram com o governador Wilson Lima (PSC), na sala de imprensa do governo, para tratar da pauta de reivindicações e, segundo o governador, o que houve na verdade foi um desencontro de informações, pois: “não houve congelamento”.

Wilson Lima disse que a categoria entendeu a Lei de forma errada, pois o objetivo é para equilibrar os gastos para o Estado não entrar na lista das unidades da federação que atrasa salários. Wilson Lima e o vice-governador Carlos Almeida se reuniram com todos os representantes para tratar sobre as medidas.