Ao ser questionado sobre os dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento da Amazônia, que divulgou um levantamento na qual aponta o aumento de 60% na derrubada da floresta, o presidente Bolsonaro criticou a pesquisa e disse que são “dados jogados para cima para ‘fazer onda’, e oba oba, não procede”.
Na opinião do presidente, os números sobre o desmatamento da floresta não correspondem à realidade. “Nãos podemos ter ódio do governo como temos ainda aparelhados, com pessoas que tem fidelidades com ONGs internacionais, então esses dados servem para alguém na ponta da linha ficar feliz e nos prejudicar nas relações que temos com o mundo.”
O presidente explicou que o País está avançando no Mercosul e nas relações com os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Bolsonaro ressaltou que os dados divulgados pelo Inpe atrapalham essas relações e duvida que o desmatamento da Amazônia seja verdadeiro.
Bolsonaro tornou a falar que convidou a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, a sobrevoar de Boa Vista (RR) a Manaus (AM) para provar que não há desmatamento.
“Se encontrar um quilômetro de floresta devastada dou razão a eles. Eu convidei, mas também tem que me convidar para fazer a mesma coisa na Europa. Quantos palmos de mata ciliar são preservados na Europa? Dois palmos? E aqui? O Brasil é o país que mais preserva. Precisamos casar o desenvolvimento com a preservação ambiental, então é isso que vamos fazer.”
Durante a coletiva de imprensa, Bolsonaro falou que no governo Lula, o Brasil tinha uma imagem negativa fora do país. “O Lula mesmo, por ocasião da sua campanha, disse na Europa que o Brasil tinha 30 milhões de crianças na rua. Uma péssima imagem do Brasil lá fora mentirosa, fazem a mesma coisa no tocante a questão ambiental”, declarou.





