Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Juiz afirma que invasões são esconderijos para crime organizado

Adalberto Carim, titular da Vara Especializada do Meio Ambiente, disse ainda que invadir terra de terceiros se tornou um negócio "altamente lucrativo" em Manaus

Juiz deu declaração durante seminário sobre direito urbanístico (Foto: TJAM)

Titular da Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias de Manaus, o juiz Adalberto Carim afirmou, na quinta-feira, 8, que a invasão de terras de terceiros é um negócio “altamente lucrativo” na capital amazonense e serve de “abrigo para o crime organizado. A declaração foi dada na abertura do “1º Seminário de Direito Urbanístico da Região Norte”, promovido pela Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam) em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado (CAU-AM).

Para Carim, as invasões de terra trazem não apenas a depredação do meio ambiente, com destruição de áreas muitas vezes de preservação permanente (APPs), afetando fauna e flora do local, mas vem apresentando outra situação também. “Está incorporando o crime organizado, com ocorrência de homicídios, tráfico de entorpecentes e outros tipos de crimes”, disse.

Ele citou a invasão conhecida como “José de Alencar”, com uma área de aproximadamente 310.197 metros quadrados, o equivalente a 32 hectares ou 37 campos de futebol, que foi ocupada irregularmente em 2011.

O seminário contou com o apoio dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados do Pará; Tocantins; Roraima; Amapá; Rondônia e Acre.