Manaus, 26 de julho de 2026
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Manaus, 26 de julho de 2026

Economia

Pecuária: carrapatos causam prejuízo superior a R$12 bilhões no Brasil

Para evoluir no controle do carrapato os pecuaristas devem promover o protocolo mais adequado conforme a realidade da sua propriedade

Levantamento da Embrapa Gado de Corte mostra que a pecuária perde até US$ 3 bilhões por ano (cerca de R$12 bilhões) devido ao carrapato, considerado um dos piores inimigos dos rebanhos. “Trata-se de um ectoparasita que interfere negativamente na produtividade, nos ganhos do pecuarista e também pode transmitir doenças aos animais. Além disso, está sempre evoluindo seu grau de resistência, desafiando a atividade. Por isso, é preciso que os pecuaristas não se limitem a manejos esporádicos somente nos momentos de alta infestação”, recomenda o gerente de produtos para animais de produção da Vetoquinol, Humberto Moura.

O especialista ainda alerta que para evoluir no controle do carrapato os pecuaristas devem promover o protocolo mais adequado conforme a realidade da sua propriedade, levando em consideração os fatores climáticos que favorecem a epidemiologia do parasita. 

Os carrapatos causam diversos danos aos bovinos. O parasita ingere sangue, causa lesões na pele e proporciona o surgimento de outras doenças, sendo a Tristeza Parasitária Bovina (TPB) a mais comum. A TPB é um complexo de duas enfermidades causadas por babesiose e anaplasmose. Embora os causadores sejam distintos, os sinais clínicos são os mesmos. Quando o gado não resiste, sequer sua carcaça pode ser utilizada, razão pela qual os prejuízos econômicos são elevados.

Com o início do verão, a infestação de carrapatos nos animais tende a aumentar em grande parte dos estados. “Isso ocorre porque a alta taxa de umidade e temperatura elevada aceleram a fase de vida livre na pastagem, elevando, consequentemente, a taxa de infestação nos animais, esta denominada fase parasitária, que corresponde apenas entre 5% a 10% da carga parasitária da propriedade. Portanto, além de ter que reduzir a infestação no animal, é necessário também reduzir entre 90% e 95% a carga infestante que está na fase de vida livre na pastagem”, explica Humberto Moura.

 

(*) Com informações da assessoria